Diálogo com Beltrão

José Marques de Melo

Resumo


Este artigo reúne ideias novas e revisitadas pela memória cognitiva a partir da releitura e reescrita dos meus estudos sobre a teoria da Folkcomunicação desenvolvida por Luiz Beltrão. Como pesquisadores comunicacionais estamos avançando, mas ainda é pouco, precisamos estimular as futuras gerações. Elas seguramente vão construir o edifício de um campo do conhecimento que tenha identidade brasileira, sem perder sua vocação universal e sem renunciar ao compromisso local, convertendo cada cidadão em depositário das utopias que embalaram as gerações precedentes. Apesar de repetitivo como autor, sempre reunindo e reescrevendo ensaios produzidos sobre a Folkcomunicação, busco incentivar os mais experientes bem como os novos acadêmicos para a importância do agir pedagógico, tanto no espaço universitário quanto no espaço corporativo. O percurso literário deste ensaio em sua primeira parte revisita as raízes históricas do arquipélago cultural destacando o desafio do diálogo nacional interdisciplinar frente à nossa natureza continental. Após a contextualização, trago o perfil de Luiz Beltrão, como jornalista, professor, pesquisador e autor acadêmico e literário. Ao apresentar a Folkcomunicação como disciplina acadêmica, situada na fronteira entre o Folclore e a Comunicação, a partir da perspectiva da influência coletiva dos agentes simbólicos no contexto das comunidades periféricas, faço um alerta ao leitor/pesquisador para a necessidade de estudar criticamente, na contemporaneidade, as raízes da disciplina e mapear as fronteiras, bem como inventariar os sujeitos, objetos e cenários que margeiam o espaço Folkcomunicacional. Finalmente, expresso meu agradecimento aos integrantes da Rede FOLKCOM pela maturidade alcançada, visível no aluvião de registros sobre as incursões teóricas ou empíricas e, faço um convite para que prossigam nesta Jornada Beltraniana.

Centenário Luiz Beltrão; José Marques de Melo; Folkcomunicação.


This paper presents new and revisited ideas by cognitive memory from the re-reading and re-writing of my studies of the Folkcommunication theory developed by Luiz Beltrão. As communicational researchers we are advancing, but still little, we need to stimulate future generations. They will surely construct the building of a field of knowledge that has a Brazilian identity, without losing their universal vocation and without renouncing local commitment, converting each citizen into a custodian of the utopias that have been cradled in previous generations. Although repetitive as an author, always gathering and rewriting my Folkcommunication essays, I seek to encourage the more experienced as well as the new academics to the importance of pedagogical action, both in the university and in the corporate space. The literary course of this essay in its first part revisits the historical roots of the cultural archipelago highlighting the challenge of the interdisciplinary national dialogue in front of our continental nature. After the contextualization, I write Luiz Beltrãos profile, as a journalist, teacher, researcher, academic and literary author. In presenting Folkcommunication as an academic discipline, situated on the frontier between Folklore and Communication, from the perspective of the symbolic agents collective influence in the context of peripheral communities, I warn the reader/researcher about the need to study critically, in the contemporarity, the roots of discipline and to map the boundaries, as well as inventory the subjects, objects and scenarios that border the Folkcomunicacional space. Finally, I express my thankful to the FOLKCOMs members for their achieved maturity, visible in the flood of records on the theoretical or empirical incursions, and I invite all of you to continue on this Beltranian Journey.

Luiz Beltrão Centenary; José Marques de Melo; Folkcommunication.

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