DETERMINAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DO EXTRATO DA PRÓPOLIS ORGÂNICA MISTA FRENTE A MICRORGANISMOS MULTIRRESISTENTES

Authors

DOI:

https://doi.org/10.5212/publicatio%20uepg.v24i1.12969

Keywords:

Extrato aquoso, Staphylococcus aureus, Enterobacter sp., Meticilina resistente, Tigeciclina resistente, Fitoterápico.

Abstract

O uso indiscriminado e prolongado de antimicrobianos tem levado à seleção de microrganismos patogênicos resistentes. Os antibióticos naturais retornam como uma alternativa eficaz e econômica no tratamento de patógenos multirresistentes, incluindo a própolis como fitoterápico na prática da medicina atual. Objetivou-se, neste estudo, avaliar as propriedades bactericidas de extratos aquosos da própolis orgânica mista contra Enterobacter cloaceae resistente à tigeciclina e Staphylococcus aureus meticilina resistente (MRSA) e suas respectivas cepas padrões. A análise da capacidade bactericida da própolis realizou-se através de Concentração Inibitória Mínima (CIM), utilizando-se extratos que variaram de 30% a 0,75% (p/v), pelas metodologias de macrodiluição em caldo, meios de culturas suplementados, Spot-on-the-lawn e disco difusão em ágar. A CIM, para ambos patógenos e cepas padrões, ficou estabelecida na técnica de macrodiluição em 7,5% enquanto que no meio suplementando o percentual de inibição foi 5%. No método Spot-on-the-lawn, não houve formação de halos de inibição do crescimento bacteriano. Estabeleceu-se a CIM para E. cloaceae resistente à tigeciclina e para sua cepa padrão em 12% no método de disco difusão; já para S. aureus MRSA, pelo mesmo método, a concentração de inibição estipulou-se a 7,5% tanto para a cepa patogênica quanto para seu padrão. Ao comparar o perfil de susceptibilidade à própolis pelos isolados multirresistentes e suas respectivas cepas padrões infere-se que o mecanismo de sensibilidade ao fitoterápico independe do mecanismo de resistência aos antibióticos comerciais.

Author Biographies

  • Caroline Correa da Silva, Curso de farmácia. Universidade Alto Vale do Rio do Peixe
    Bióloga. Acadêmica do Curso de Farmácia da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe
  • Claudia Tatiane De Souza, Curso de farmácia. Universidade Alto Vale do Rio do Peixe
    Acadêmica do Curso de Farmácia da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe
  • Vilmair Zancanaro, Universidade Alto Vale do Rio do Peixe - UNIARP
    Farmacêutica bioquímica, Especialista, Mestre em Ciência e Biotecnologia, Professora do Núcleo de Ciências da Saúde da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe- UNIARP.
  • Emyr Hiago Bellaver Andrade, Universidade Alto Vale do Rio do Peixe- UNIARP.
    Biomédico patologista clínico e microbiologista. Mestre em Ciência e Biotecnologia. Laboratório de Físico-Química e Bioquímica Experimental. Núcleo de Ciências da Saúde. Universidade Alto Vale do Rio do Peixe. UNIARP

Published

2019-08-20