Evolução dos Modelos de Decisão na Exodontia Profilática de Terceiros Molares Assintomáticos
DOI:
https://doi.org/10.5212/Resumo
Objetivo Este estudo identificou a evolução dos modelos de decisão clínica para exodontia profilática de terceiros molares assintomáticos e saudáveis (3MAS).
Métodos Revisão da literatura (PubMed, LILACS, Cochrane; 1970–2025) utilizou descritores Third Molar, Asymptomatic, Prophylactic Extraction e Decision-Making. De 360 registros, 78 estudos foram selecionados e analisados qualitativamente e agrupada em décadas, com a identificação dos argumentos centrais e teses dominantes.
Resultados A exodontia profilática evoluiu de prática rotineira (década de 1970), justificada pela prevenção de patologias futuras, para abordagem questionada nos anos 1980 devido à morbidade cirúrgica e relação custo-efetividade. Na década de 1990, evidências de baixo risco em 3MAS monitorados fortaleceram a vigilância ativa. A partir de 2000, fatores preditivos de risco originaram o Modelo de Risco Seletivo, reservando extração precoce a casos de alto risco. Entre 2010 e 2020, diagnósticos mais detalhados e avaliação da qualidade de vida moldaram o Modelo de Otimização da Decisão. Desde 2020, predomina o Modelo de Decisão Personalizada, integrando predição por IA e decisão compartilhada centrada no paciente.
Conclusão Esses modelos minimizam custos e cirurgias desnecessárias, reduzem morbidade e priorizam vigilância ativa em baixo risco, transformando a exodontia de 3MAS de rotina em exceção baseada em evidências.
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