La Historia y la enseñanza de la historia en la Ilustración portuguesa
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Resumen
Este texto pretende abordar el interés por la enseñanza de la historia en Portugal, especialmente en la segunda mitad del siglo XVIII, un período marcado por las llamadas reformas pombalinas, entre las que se encuentran aquellas que impactaron la educación, desde la escuela primaria hasta la universidad. Sin embargo, también se considera una circulación anterior de obras históricas destinadas a la instrucción y el disfrute de un público diverso, que incluía figuras religiosas, nobles y príncipes, particularmente en el ámbito de la Academia Real de História Portuguesa (ARHP), creada en 1720. Este estudio utilizó principalmente documentación producida por el ARHP y los Estatutos da Universidade de Coimbra de 1772, además de textos historiográficos de la época. A partir del análisis realizado, se constató que se desarrolló una acción pedagógica que buscaba inculcar en los estudiantes (y también en los docentes) una conciencia histórica que, marcada por el tiempo presente, permitiera, en palabras de Fray D. Manuel do Cenáculo, la identificación del “espíritu de nuestra Historia”, determinando “los motivos y las causas de los acontecimientos y su desarrollo”. Finalmente, se entiende que la publicación de los nuevos Estatutos da Universidade de Coimbra en 1772 demostró el interés de la administración real por el papel pedagógico de la Historia, algo que ya se había anunciado unos 50 años antes con la creación de la Academia Real da História Portuguesa.
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