Práticas de exclusão de plataformas digitais - Qual cidadania possível?
DOI:
https://doi.org/10.5212/Palavras-chave:
Trabalho digital, Colonialismo de dados, Colonialismo digitalResumo
As tecnologias digitais de informação e comunicação propiciam múltiplos e benefícios para a humanidade, como otimizações, avanços na medicina, nas ciências, nas artes, entre outras dimensões. Em seu mais recente modelo de negócios, o capitalismo vale-se destas tecnologias para criar plataformas de serviços, que são conjuntos de sistemas e práticas que estruturam o trabalho digital nas relações entre o Norte Global e o Sul Global. Plataformas coletam e manipulam de dados, os novos recursos a serem explorados, para ganhos de capital. Este ensaio tem por objetivo geral estudar as práticas colonizadoras de plataformas digitais no que tange aos impactos na cidadania. O estudo baseia-se em pesquisa bibliográfica e documental, articulada à análise de evidências empíricas e experiências situadas no campo do trabalho digital. As plataformas são estruturas que oferecem margens limitadas de agência, sobretudo as que ameaçam seu status quo. O Colonialismo Digital é o principal quadro teórico. As análises determinaram
qualidades relacionais: aquelas que ocorrem durante o uso, conexões, interações e consequências do uso da plataforma. No modelo de plataformas, o trabalho digital é a forma de exploração. Usuários e trabalhadores, pessoas de baixa-renda e já precarizadas, têm seus dados coletados e manipulados para ganhos. As plataformas agem de maneira predatória, não são fonte de trabalho digno nem de renda suficiente. A relação de trabalho vende parceria e age colonizando. As plataformas não oferecem garantias laborais, não são transparentes nem assumem responsabilidades. As praticas colonialistas aprofundam as desigualdades, ampliam a exclusão e privam as pessoas de cidadania.
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