https://revistas.uepg.br/index.php/emancipacao/issue/feedEmancipação2026-02-25T19:57:14+00:00Adriano da Costa Valadão / Reidy Rolim de Mouraemancipacao@uepg.brOpen Journal Systems<p>O foco principal da revista é socializar o conhecimento científico na área do Serviço Social e nas áreas afins às Ciências Sociais, que possuam diferentes enfoques voltados à discussão da cidadania, direitos e emancipação humano-social. Tal eixo editorial se justifica pelo pressuposto de que o conhecimento e o enfrentamento aos desafios sociais contemporâneos não podem ser fragmentos e nem exclusivos a uma área, mas sim pautados no diálogo entre as várias disciplinas do saber, numa perspectiva interdisciplinar. A Emancipação é publicada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa sob a responsabilidade do Departamento de Serviço Social e Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais Aplicadas. </p> <p><strong>e-ISSN: 1982-7814 </strong> </p>https://revistas.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/25190Sistemas de información “desde abajo”. El caso del Registro Nacional de Trabajadores de la Economía Popular argentino2025-08-14T16:40:01+00:00Malena Victoria Hoppmalenavhopp@gmail.com<p>¿Cómo contribuyen los datos performar el mundo social y a disputar la definición del trabajo? ¿Cómo se construyen los dispositivos técnicos que producen esa información? ¿Cuáles son sus usos? El artículo aborda estas preguntas a partir del caso del Registro Nacional de Trabajadores/as de la Economía Popular (RENATEP), el primer sistema de información sociodemográfica y laboral de la economía popular en Argentina. Se trata de un sistema construido “desde abajo” que buscó dar respuesta a las demandas de protección y reconocimiento entabladas por organizaciones del sector. El análisis realizado a partir de una metodología cualitativa muestra que los usos del RENATEP ponen en cuestión los sentidos usualmente asignados a la eficiencia, al trabajo y a las formas tradicionales de intervención ligadas a la asistencia social a la pobreza y abren la posibilidad de pensar los dispositivos técnicos ligados a las estadísticas y el gobierno digital desde una perspectiva emancipadora.</p>2026-03-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Emancipaçãohttps://revistas.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/25415Transformações digitais e a seguridade social no Brasil2025-10-22T14:50:24+00:00Lúcia Cortes Costacortesluci@gmail.comRafaelly Aparecida Duma22009065@uepg.br<p>O presente artigo apresenta uma discussão sobre o capitalismo e as transformações oriundas do uso de tecnologias digitais, com destaque às implicações colocadas para o setor público na oferta de serviços ao cidadão nas políticas de seguridade social. As mudanças na Administração Pública, com a forma de acesso por canais digitais, impactam na população que demanda por políticas de seguridade social; e estas envolvem, por sua vez, as políticas públicas de previdência social, assistência social e saúde. O objetivo foi refletir sobre os impactos das tecnologias digitais na sociedade e nas políticas públicas de seguridade social no Brasil, considerando a estratégia de ampliação do Governo Digital. A pesquisa é de natureza qualitativa, de caráter exploratório, cuja discussão fundamentou-se em dados bibliográficos e documentais, especialmente legislação, dados oficiais do setor público da previdência e assistência social. Os resultados indicaram que o processo de inovação tecnológica já modificou a Administração Pública, com o trabalho remoto e com uso intensivo de tecnologia digital. Os canais remotos e uso de aplicativos são as formas de acesso aos direitos sociais, a população que demanda benefícios previdenciários e assistenciais é marcada por condições de vulnerabilidade em razão da idade ou deficiência, bem como por encontrarse em situação de pobreza. Não possui amplo acesso aos meios digitais e nem sabe usar esses canais remotos, evidenciando processos de exclusão digital. </p>2026-03-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Emancipaçãohttps://revistas.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/25319Tecnologias digitais: paradoxo entre exclusão e proteção social2025-10-07T19:01:22+00:00Jucimeri Isolda Silveirajucimeri.silveira@pucpr.brMônica Camolezi dos Santos Melomonicamolezi@hotmail.com Dayane Pinto Moreira dayane921@gmail.com<p> O artigo analisa criticamente a digitalização na seguridade social brasileira, especialmente na assistência social, e seus efeitos sobre populações vulnerabilizadas. A partir de uma abordagem interseccional e decolonial, discute como as tecnologias podem ampliar o acesso, mas também aprofundar desigualdades quando descoladas das realidades territoriais. Com base na comparação entre o Auxílio Brasil e o Cadastro Único, o estudo examina limites e potencialidades da transformação digital no SUAS para a garantia de direitos. A pesquisa-ação integrou análise documental, dados abertos e leitura socioterritorial. Os resultados mostram que a exclusão digital reforça desigualdades históricas, mas que o uso qualificado de dados pode fortalecer a democracia quando guiado por justiça social e participação. Nesse cenário, o Cadastro Único emerge como ferramenta estratégica para promover equidade na gestão socioterritorial do SUAS. </p>2026-03-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Emancipaçãohttps://revistas.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/23216Integração de Círculos de Construção de Paz e políticas públicas no aconselhamento pré-natal para gestantes com HIV/aids: um estudo de caso do Projeto Acalanto em Ponta Grossa/PR2025-05-14T18:23:07+00:00Paloma Machado Grafpalomagraf86@gmail.comSilvana Souza Netto Mandalozzomandalozzo@uol.com.brClaudia Regina Ribeiro Castilhosccastilhos49@gmail.com<p class="western" lang="pt-PT">Este artigo apresenta um estudo sobre a integração de políticas públicas de saúde voltadas à prevenção e à eliminação da transmissão vertical do HIV com os Círculos de Construção de Paz, com foco no aconselhamento técnico. Ao elencar o Projeto Acalanto, realizado em Ponta Grossa/PR de 2017 a 2023, como caso de estudo, analisamos como a prática circular, centrada no diálogo e na restauração de relações sociais, pode fortalecer a confiança entre profissionais de saúde e pacientes. A confiança é identificada como um fator essencial para a adesão ao tratamento antirretroviral e a efetiva implementação de estratégias preventivas. Através de uma análise baseada em revisão documental e bibliográfica, constatamos que a abordagem colaborativa dos Círculos de Construção de Paz não apenas intensifica o processo de aconselhamento técnico, mas também promove autonomia, cuidado e confiança, elementos cruciais para a redução das desigualdades na transmissão vertical do HIV. O artigo detalha o contexto operacional do Projeto Acalanto — os desafios enfrentados, as soluções implementadas e as lições aprendidas —, evidenciando uma correlação significativa entre a adoção da prática circular em questão e a ausência de notificação de transmissão vertical do HIV, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, desde a implementação do Projeto Acalanto.</p>2026-02-25T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Emancipaçãohttps://revistas.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/23643Direitos humanos e relações étnico-raciais: um relato de experiência docente2025-07-25T18:53:53+00:00Mayra Silva dos Santosmayra.silva9152@gmail.com<p>O presente trabalho tem como objetivo relatar experiências vivenciadas na disciplina Relações Étnico-Raciais e Direitos Humanos, ofertada em um curso de licenciatura de uma universidade pública estadual no Maranhão, durante o primeiro semestre de 2024, em quatro finais de semana. Adotando abordagem qualitativa de cunho etnográfico, o estudo apoiase em observação participante, relatos de experiência docente e pesquisas bibliográficas.<br />Observou-se que, apesar dos avanços promovidos pelas leis 10.639/2003 e 11.645/2008, o enfrentamento ao racismo no Brasil ainda é incipiente. Nas universidades, essas legislações incentivam mudanças pedagógicas, mas frequentemente encontram resistência em discursos negacionistas que desconsideram desigualdades raciais históricas. O relato evidencia a importância da implementação efetiva dessas leis na formação docente, reforçando a necessidade de práticas pedagógicas que promovam a cultura de direitos humanos e uma educação antirracista, capaz de superar obstáculos estruturais e sociais presentes no contexto educacional brasileiro. </p>2026-02-25T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Emancipaçãohttps://revistas.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/24928Significações e afetividade no movimento “Guardiões das Sementes Crioulas” em Anchieta/ SC2025-05-29T13:48:04+00:00Ana Luiza Toaldo Nardiana.nardi@hotmail.comÁlvaro Marcel Palomo Alvesampalves@uem.brAdilson Francelino Alves adilsonfalves@gmail.com<p>O artigo objetiva compreender os sentidos da conservação das sementes na conexão da afetividade dos agricultores com a continuação do movimento “Guardiões das sementes crioulas” em Anchieta/SC. Sementes crioulas enfrentam risco de desaparecimento, e os guardiões dessas sementes lutam para mantê-las e desenvolverem autonomia no campo. Entender os afetos imbricados em movimentos de resistência ao agronegócio permite explorar respostas aos entraves no rural brasileiro; para isso adotamos o materialismo histórico dialético como método e a técnica de construção da informação como opção metodológica. Foram realizadas entrevistas em profundidade, emergindo três núcleos de significação: senso de cuidado; relação ética-ecológica; e oposição ao sistema e suas consequências. Concluise que os afetos e os sentidos associados a ações sustentáveis são responsáveis pela ação laboral e pelo impacto no ambiente, e para os guardiões se destacam o cuidar, o valor além do lucro, e o alicerce nas tradições e relações sociais. </p>2026-02-25T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Emancipaçãohttps://revistas.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/23408Desafios práticos entre acordo de não persecução penal e justiça restaurativa: estudo de caso do Projeto “Cei de Cor”, em Ponta Grossa, Paraná2025-02-25T17:37:00+00:00Nayara Darabas Basegionayaradarabasbasegio@gmail.comFelipe Segura Guimarães Rochafelipesegura@gmail.comRodrigo Leite Ferreira Cabralrodrigo_cabral@hotmail.com<p>O artigo tem como objetivo oferecer balizas jurídicas e operacionais para o uso do acordo de não-persecução penal como instrumento de valorização da vítima e de integração da tutela penal com as práticas restaurativas. A partir da revisão bibliográfica, foram realizadas reflexões sobre o tratamento da vítima no contexto do ordenamento brasileiro, sua relação com a justiça restaurativa e seu papel na celebração do acordo de não persecução penal. Além disso, por meio de entrevistas e questionários, analisou-se como o acordo de não-persecução penal pode ser um meio de promoção dos direitos das vítimas e da justiça restaurativa. Como resultados foram organizados fluxos de interlocução entre as práticas restaurativas e o acordo de não-persecução penal, concluindo-se pela viabilidade e relevância desse diálogo considerando as políticas de incentivo à autocomposição e de fomento à atuação resolutiva no Ministério Público e a política judicial de valorização da vítima e da justiça restaurativa.</p>2026-03-16T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Emancipaçãohttps://revistas.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/23204A relação entre drogas e o sistema prisional uma abordagem pela Advocacy Coalition Framework2025-06-05T12:07:15+00:00João Mendes Rocha Netojmdrn@uol.com.brSara Maria Baptista Reissarabreis@outlook.com<p align="justify"><a name="_Hlk206254327"></a> <span style="font-family: Arial, serif;">Este artigo parte da necessidade de se estudar políticas públicas de saúde no contexto penitenciário, e tem como foco o usuário de drogas encarcerado, a partir do modelo proposto pela </span><span style="font-family: Arial, serif;"><em>Advocacy Coalition Framework</em></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (ACF). Assim, o objetivo deste estudo é identificar os distintos posicionamentos presentes no subsistema que consideram a relação entre drogas e sistema prisional. Para consecução, a pesquisa foi realizada, assim como a análise de conteúdo de documentos e pronunciamentos produzidos por atores do Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como de membros da sociedade civil interessados pela temática. Além da identificação das coalizões, o trabalho propõe um sistema de crenças para cada uma delas, levando em conta os núcleos duro, político e aspectos instrumentais. Entre os resultados encontrados, está a presença de 5 coalizões de defesa no subsistema, que se constitui a partir de crenças próprias, que não são, necessariamente, antagônicas entre si. Além disso, demostraram que as coalizões que consideram as políticas de saúde aparecem com menos frequência e possuem menos atores engajados do que as aquelas que partem da lógica da segurança pública ou do aparato jurídico.</span></p>2026-03-27T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Emancipação