Emancipação https://revistas.uepg.br/index.php/emancipacao <p>O foco principal da revista é socializar o conhecimento científico na área do Serviço Social e nas áreas afins às Ciências Sociais, que possuam diferentes enfoques voltados à discussão da cidadania, direitos e emancipação humano-social. Tal eixo editorial se justifica pelo pressuposto de que o conhecimento e o enfrentamento aos desafios sociais contemporâneos não podem ser fragmentos e nem exclusivos a uma área, mas sim pautados no diálogo entre as várias disciplinas do saber, numa perspectiva interdisciplinar. A Emancipação é publicada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa sob a responsabilidade do Departamento de Serviço Social e Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais Aplicadas. </p> <p><strong>e-ISSN: 1982-7814 </strong> </p> Universidade Estadual de Ponta Grossa pt-BR Emancipação 1982-7814 <p><strong>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos</strong>:</p> <p>a) Os autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License&nbsp; (<a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR">https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR</a>) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da sua autoria e publicação inicial nesta revista.<br>b) Esta revista proporciona acesso público a todo o seu conteúdo, uma vez que isso permite uma maior visibilidade e alcance dos artigos e resenhas publicados. 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Ao elencar o Projeto Acalanto, realizado em Ponta Grossa/PR de 2017 a 2023, como caso de estudo, analisamos como a prática circular, centrada no diálogo e na restauração de relações sociais, pode fortalecer a confiança entre profissionais de saúde e pacientes. A confiança é identificada como um fator essencial para a adesão ao tratamento antirretroviral e a efetiva implementação de estratégias preventivas. Através de uma análise baseada em revisão documental e bibliográfica, constatamos que a abordagem colaborativa dos Círculos de Construção de Paz não apenas intensifica o processo de aconselhamento técnico, mas também promove autonomia, cuidado e confiança, elementos cruciais para a redução das desigualdades na transmissão vertical do HIV. O artigo detalha o contexto operacional do Projeto Acalanto — os desafios enfrentados, as soluções implementadas e as lições aprendidas —, evidenciando uma correlação significativa entre a adoção da prática circular em questão e a ausência de notificação de transmissão vertical do HIV, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, desde a implementação do Projeto Acalanto.</p> Paloma Machado Graf Silvana Souza Netto Mandalozzo Claudia Regina Ribeiro Castilhos Copyright (c) 2026 Emancipação https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-02-25 2026-02-25 26 1 20 10.5212/Emancipacao.v.26.2623216.001 Direitos humanos e relações étnico-raciais: um relato de experiência docente https://revistas.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/23643 <p>O presente trabalho tem como objetivo relatar experiências vivenciadas na disciplina Relações Étnico-Raciais e Direitos Humanos, ofertada em um curso de licenciatura de uma universidade pública estadual no Maranhão, durante o primeiro semestre de 2024, em quatro finais de semana. Adotando abordagem qualitativa de cunho etnográfico, o estudo apoiase em observação participante, relatos de experiência docente e pesquisas bibliográficas.<br />Observou-se que, apesar dos avanços promovidos pelas leis 10.639/2003 e 11.645/2008, o enfrentamento ao racismo no Brasil ainda é incipiente. Nas universidades, essas legislações incentivam mudanças pedagógicas, mas frequentemente encontram resistência em discursos negacionistas que desconsideram desigualdades raciais históricas. O relato evidencia a importância da implementação efetiva dessas leis na formação docente, reforçando a necessidade de práticas pedagógicas que promovam a cultura de direitos humanos e uma educação antirracista, capaz de superar obstáculos estruturais e sociais presentes no contexto educacional brasileiro. </p> Mayra Silva dos Santos Copyright (c) 2026 Emancipação https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-02-25 2026-02-25 26 1 18 10.5212/Emancipacao.v.26.2623643.003 Significações e afetividade no movimento “Guardiões das Sementes Crioulas” em Anchieta/ SC https://revistas.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/24928 <p>O artigo objetiva compreender os sentidos da conservação das sementes na conexão da afetividade dos agricultores com a continuação do movimento “Guardiões das sementes crioulas” em Anchieta/SC. Sementes crioulas enfrentam risco de desaparecimento, e os guardiões dessas sementes lutam para mantê-las e desenvolverem autonomia no campo. Entender os afetos imbricados em movimentos de resistência ao agronegócio permite explorar respostas aos entraves no rural brasileiro; para isso adotamos o materialismo histórico dialético como método e a técnica de construção da informação como opção metodológica. Foram realizadas entrevistas em profundidade, emergindo três núcleos de significação: senso de cuidado; relação ética-ecológica; e oposição ao sistema e suas consequências. Concluise que os afetos e os sentidos associados a ações sustentáveis são responsáveis pela ação laboral e pelo impacto no ambiente, e para os guardiões se destacam o cuidar, o valor além do lucro, e o alicerce nas tradições e relações sociais. </p> Ana Luiza Toaldo Nardi Álvaro Marcel Palomo Alves Adilson Francelino Alves Copyright (c) 2026 Emancipação https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-02-25 2026-02-25 26 1 30 10.5212/Emancipacao.v.26.2624928.004