https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/issue/feed Revista Internacional de Folkcomunicação 2025-12-19T16:59:28+00:00 Karina Janz Woitowicz (editora) karinajw@gmail.com Open Journal Systems <p>A Revista Internacional de Folkcomunicação (RIF) é um periódico acadêmico da área de Folkcomunicação, com caráter interdisciplinar e publicação semestral. É editada pelo Programa de Mestrado em Jornalismo da UEPG, Rede de Estudos e Pesquisa em Folkcomunicação (Rede Folkcom) e Cátedra UNESCO/UMESP de Comunicação para o Desenvolvimento Regional. O objetivo da revista é difundir a produção científica em Folkcomunicação, valorizando o diálogo entre as contribuições conceituais e as análises de pesquisa empírica. Destina-se a professores, pesquisadores e estudantes interessados no estudo das interfaces entre a comunicação e a cultura.</p> <p>E-ISSN: 1807-4960</p> https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/24938 Fotoetnografia: ex-votos aos santos populares no cemitério São João Batista de Manaus-AM 2025-04-28T19:47:22+00:00 Gabriel Ferreira Fragata ferreiragabriel.gf8@gmail.com Gleilson Medins audiovisualufam2@gmail.com <p>O presente ensaio fotoetnográfico tem como objetivo apresentar registros de ex-votos depositados sob os túmulos de quatro santos populares no cemitério São João Batista, localizado na Avenida Boulevard Álvaro Maia, s/nº, esquina com a Praça Chile – no bairro Adrianópolis, zona Sul de Manaus.</p> <p>Santa Etelvina, Teresa Cristina, Rabino Shalon Emanuel Muyal e Delmo Pereira, canonizados pela população manauara, apesar do passar das décadas após suas mortes recebem homenagens com cartas, uniformes escolares, cadernos, flores, velas, terços, placas, entre outros elementos como práticas folkcomunicacionais de ex-voto, segundo definição de Beltrão (2004) nos respectivos jazigos perpétuos.</p> <p>A mais popular entre todos é Etelvina D' Alencar (1884-1901), natural de Boa Vista do Icó (CE), filha de Cosmo José D' Alencar e Rosalinda D' Alencar. Ambos se estabeleceram em atividade de produção rural na Colônia Campos Salles, onde a jovem foi assassinada aos 17 anos de idade pelo ex-noivo, o jovem baiano José Francisco Ribeiro que logo depois se suicidou. À época o crime ganhou notoriedade ao ser noticiado nos jornais da região, e a vítima acabou enterrada no mesmo local do assassinato. No ano de 1964, a prefeitura de Manaus construiu um jazigo no cemitério São João Batista e desde então passou a receber visitas e de forma orgânica pessoas passaram a lhe atribuir milagres.</p> <p>Outra santidade popular bastante visitada é a menina Teresa Cristina, (1964-1971), pessoa mais nova dentre os outros “santos do cemitério” faleceu em acidente de avião nas proximidades de Manaus aos sete anos de idade, onde somente sua mãe sobreviveu. Desde então, recebe muitas homenagens com pais acompanhados de seus filhos.</p> <p>Dos maiores curiosos é o conhecido “Santo Judeu” Rabino Shalon Emanuel Muyal, que veio de Salé, no Marrocos, para Manaus, em 1908, para ajudar no desenvolvimento da comunidade judaica da capital amazonense. No entanto, sua experiência na cidade foi rápida, pois o rabino foi acometido por uma doença, vindo a falecer dois anos após sua chegada, em 1910. O santo, desde as primeiras décadas do século XX, é detentor de vários milagres e graças alcançadas que são vistas em seu túmulo por meio de placas. E apesar de existir um cemitério de judeus, o Rabino segue enterrado na parte geral, entre pessoas de diversas religiões.</p> <p>Entre o menos visitado atualmente, é Delmo Pereira (1933-1952), assassinado na Colônia Campos Salles em 1952, com envolvimento de 27 pessoas. O crime considerado um dos mais controversos da história de Manaus é apontado como consequência de uma série de ações criminosas de Delmo, na época, bem como a tentativa de assassinato do vigia da empresa de seu pai e o assassinato da única testemunha, o taxista que o levara até a empresa. Diante disso, os motoristas de Manaus realizaram uma caçada atrás de Delmo como ato de vingança. Ele foi torturado pelos taxistas, com o ventre aberto do umbigo ao pescoço. A morte do jovem gerou a revolta da população, sobretudo dos estudantes. No seu túmulo encontram-se as inscrições “Estudante Mártir”. Apesar de ser considerado um santo popular, atualmente, não se encontram mais tantos objetos como forma de ex-voto em tom de veneração, assim como todos os outros.&nbsp;</p> <p>Para o entendimento da categoria de cada dos santos populares, partimos do pressuposto teórico do folclorista argentino Felix Coluccio (1994) que categorizou cada grupo. De acordo com o autor, no primeiro estão os iluminados, constituído por pessoas que na sua vida terrena dedicaram-se às atividades de caridade e foram consideradas virtuosas; a segunda é formada por pessoas vítimas de morte violenta ou injusta. Dela fazem parte três grupos: o primeiro, constituído pelos anjos, isto é, crianças que faleceram ainda na primeira infância, vítimas de abandono ou de outras formas de desatendimento; e por último, um outro grupo constituído de vítimas inocentes, adolescentes e adultos espancados, estuprados e assassinados; nesta categoria é elevado o número de mulheres.</p> <p>Diante do exposto, compreendemos a partir deste ensaio que o culto a pessoas mortas, ou “santos de cemitério” (Maués, 2005), “almas milagrosas,” “santos marginais” ou ainda “mortos milagrosos” (Freitas, 2006), demonstram a necessidade do ser humano de se conectar com algo divino ou sobrenatural, na busca por uma melhoria de vida, e uma das formas como mensagem dos devotos aos santos, são os ex-votos, que segundo Benjamim (2022) construídos aos modos de subjetividades dos indivíduos enfatiza os traços próprios do seu sofrimento e da graça alcançada, realçando aspectos socioculturais relacionados à saúde, educação, sofrimento, fé, religião e sociedade.</p> <p>Para otimizar a representação subjetiva do simbolismo dos ex-votos aos santos populares, utilizamos a Fotoetnografia como técnica, posto que se trata de uma abordagem que emprega a fotografia como uma forma de narrativa visual imersiva/participativa, permitindo registrar e transmitir informações culturais sobre o objeto ou grupo pesquisado, ajudando o leitor a compreender suas características e particularidades. Para tanto, exploramos planos de imagem abertos (Plano Geral) e fechados (Plano Médio e/ou Close) para valorizar tanto a ambiência quanto os detalhes dos ex-votos dispostos nos túmulos, conforme a narrativa visual a seguir. &nbsp;</p> 2025-12-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Internacional de Folkcomunicação https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/24513 Cultura Popular e Africanidade: a Festa da Santa Cruz no Quilombo do Cafundó, em Salto de Pirapora/SP 2025-01-28T19:12:19+00:00 Rafael Alves Sobrinho Filho rafaelalves_2006@yahoo.com.br 2025-12-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Internacional de Folkcomunicação https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/25916 Expediente 2025-12-19T15:09:55+00:00 2025-12-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Internacional de Folkcomunicação https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/25917 Sumário 2025-12-19T15:11:25+00:00 2025-12-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Internacional de Folkcomunicação https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/24902 Málúù Dúddú: a toada de boi que virou um fenômeno Folkmidiático na internet 2025-09-17T21:32:10+00:00 Gabriel Ferreira Fragata ferreiragabriel.gf8@gmail.com Danielly Oliveira Inomata dinomata@ufam.edu.br Gleilson Medins gleilsonmedins@ufam.edu.br <p>Além de reforçar e defender o conhecimento tradicional e a riqueza cultural dos povos amazônicos por meio do seu enredo escrito e cênico, o festival de Boi-Bumbá de Parintins apresenta ao público uma diversidade de linguagens (imagens e símbolos) representativos da ribeirinidade e ancestralidade amazônica. Tudo isso é transformado em espetáculo artístico para contemplação do público presente e ausente, pois o festival popular de Parintins virou um produto mercadológico, que chamaremos aqui de Folkmidiático, a partir dos pressupostos teóricos da Folkcomunicação. Todos esses elementos são pistas comunicacionais que o festival utiliza para que todos possam captar (ou até se transportar) à essência da cultura amazônica. Naturalmente, o boi de pano é o maior ícone da festa e anfitrião do espetáculo, mas o maior elo comunicacional entre todos esses signos de linguagem é a toada de boi, ritmo genuinamente amazonense criado para conduzir e definir a temperatura da festa de Boi-Bumbá. Destacamos neste artigo a toada Málúù Dúddú, do Boi Caprichoso, que em 2024 ganhou um notável protagonismo durante e após o festival, viralizando (como um fenômeno folkmidiático) na internet com o recorde de mais de 1 milhão de acessos em apenas quatro meses. Para apresentarmos o potencial simbólico (artístico e social) desta toada, utilizamos nesta breve incursão qualitativa, a perspectiva folkcomunicacional e o método da Análise do Discurso (à luz de Michail Bakhtin), considerando ainda a visão do compositor, por meio de entrevistas em profundidade.</p> 2025-12-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Internacional de Folkcomunicação https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/24920 A poética de Belchior recodificada pelo poeta-repórter 2025-06-10T01:03:01+00:00 Alberto Magno Perdigão aperdigao13@gmail.com <p>Este artigo discute a prática de poetas-repórteres da literatura de cordel perante o conceito de líder de opinião, de Luiz Beltrão. A seguir, analisa, comparativamente, aspectos da poética do cantor e compositor brasileiro Antonio Carlos Belchior constantes nas mídias tradicionais – livros/artigos – e nos folhetos de cordel – que biografam o artista. A referida análise é um fragmento de uma pesquisa que colocou frente a frente aspectos da obra do artista, tendo a hipótese de que as narrativas em tela são relativamente afastadas e que, desta forma, representam duas diferentes poéticas.</p> 2025-12-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Internacional de Folkcomunicação https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/24940 A Folkcomunicação em tempos de Inteligência Artificial. Desafios, provocações e perspec- tivas 2025-10-14T19:16:39+00:00 Orlando Maurício de Carvalho Berti berti@uespi.br <p>A Folkcomunicação tem se destacado entre o cenário de perspectivas sobre as mediações informacionais populares e também as mediações contemporâneas, mesmo havendo uma nítida academização entre epistemologias do Hemisfério Norte. Em tempos de profusão das inteligências artificiais, como os estudos folkcomunicacionais, caracterizados como a primeira teoria da comunicação genuinamente brasileira, são impactados com essas transformações advindas do debate e da existência praticamente massiva, entre os conectados, dos sistemas de Inteligência Artificial? Por conta de suas próprias questões epistemológicas e seu nascedouro e aplicação entremeio aos marginalizados, as inteligências artificiais impactam mais ou menos essa teoria comunicacional? Destaca-se, analisa-se e polemiza-se esses pontos, tendo-se como um estudo de caso refletindo o status da Folkcomunicação no meio desta terceira década do século XXI. Frisa-se que a teoria proposta por Luiz Beltrão tem sido menos impactada principalmente pelas próprias perspectivas dos grupos balizados, mesmo havendo uma modernização entre seus ensinamentos, principalmente pelas inteligências artificiais tratarem de mais perspectivas quantitativistas e algorítmicas, enquanto a Folkcomunicação permanece em suas perspectivas qualitativistas, afetivas e mediacionais, muitas vezes envolvendo públicos que sequer estão totalmente conectados aos tempos tecnológicos-internéticos e algorítmicos.</p> 2025-12-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Internacional de Folkcomunicação https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/25679 Vozes Populares e Resistência: Propondo o Conceito de Folkfeminismo na América Latina 2025-10-14T18:30:54+00:00 KATIA BIZAN k.bizan@gmail.com <p>O artigo propõe o conceito de folkfeminismo como uma categoria analítica para compreender as práticas comunicacionais femininas nas culturas populares da América Latina. Ao articular folkcomunicação e feminismos latino-americanos, o folkfeminismo evidencia como mulheres em contextos populares constroem narrativas, performances e espaços de resistência simbólica, desafiando hierarquias sociais e de gênero. A proposta se fundamenta em revisão bibliográfica, articulando epistemologias decoloniais e comunitárias, e abre caminho para futuras pesquisas empíricas sobre a agência comunicacional feminina.</p> 2025-12-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Internacional de Folkcomunicação https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/25671 Mastruz e rapadura 2025-10-14T18:40:31+00:00 Giselle Souza gisele.gomes@recife.pe.gov.br Lilian Conceição Silva liliancsilva13@gmail.com Fernanda Lemos somel_ad@yahoo.com.br <p style="text-align: justify; background: white;"><span style="font-size: 11.5pt; font-family: 'Calibri',sans-serif;">Este artigo discute o tema da relação entre a ecoagrofeminismo e a folkcomunicação na vivência da sindicalista rural Margarida Maria Alves. O objetivo é observar a presença de elementos da Folkcomunicação no âmbito dos estudos de Gênero no contexto das mulheres trabalhadoras sindicalistas rurais a partir da vivência cotidiana de Margarida Maria Alves. Em termos medotodológicos, trata-se de um estudo na perspectiva da follkcomunicação e Gênero, abordando a estreita relação com a vivência cotidiana das mulheres rurais. Para tanto, foram utilizadas pesquisa documental e entrevista semi-estruturada, obtendo como resultados iniciais a ampliação das discussões em torno da folkcomunicação e do ecoagrofeminismo presentes na vivência da sindicalista Margarida Alves, em Alagoa Grande-PB. </span></p> 2025-12-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Internacional de Folkcomunicação https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/25707 Folkcomunicação e feminismo negro em Parintins: ancestralidade e resistência no Terreiro de Mãe Bena 2025-10-21T03:10:33+00:00 Bruna do Carmo Reis Lira brunalira983@gmail.com Adelson da Costa Fernando acostaf@ufam.edu.br <p>Este artigo examina Benedita Pinto, Mãe Bena, líder do Terreiro São Sebastião (Parintins-AM), como agente folkcomunicacional, articulando sua agência à dimensão de gênero. Mobiliza-se a folkcomunicação para compreender o terreiro como ambiente de mediações simbólicas em que sentidos circulam por oralidade, performance, rituais e hospitalidade. Em diálogo com o feminismo negro, argumenta-se que a liderança feminina negra estrutura redes de cuidado, memória e transmissão de saberes, e que práticas como canto, benzeduras, partilha de alimentos e aconselhamento configuram linguagens comunicacionais que enfrentam o racismo religioso. O estudo ancora-se em observação participante de festas, rezas e atendimentos. Os resultados indicam que Mãe Bena, ao traduzir códigos rituais e regular tempos do sagrado, exemplifica a figura do agente folk, enquanto o protagonismo feminino organiza a vida coletiva e atualiza ancestralidades afroindígenas. Conclui-se que o terreiro é matriz de resistência cultural e sistema comunicacional não hegemônico, no qual a agência de Mãe Bena integra comunicação, cuidado e política cotidiana em Parintins.</p> 2025-12-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Internacional de Folkcomunicação https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/25712 Práxis folkcomunicacional: o sentido de resistência na comunicação dos marginalizados 2025-10-21T03:46:56+00:00 Guilherme Moreira Fernandes guilherme.fernandes@ufrb.edu.br <p>Esse artigo parte de uma pesquisa bibliográfica e documental com objetivo de perceber o sentido da pesquisa em Folkcomunicação, apontando para a necessidade de incorporação do termo “práxis” em reforço ao ideal de resistência. Realiza-se uma aproximação, sobretudo, a partir do conceito de Paulo Freire e sua interface com a teoria de Luiz Beltrão. Além da proposição conceitual e, a partir dos estudos de Comunicação e Gênero, se elege dois objetos - exemplares da práxis folkcomunicacional - para estudo de caso: trata-se do canal do Youtube Tempero Drag de Rita von Hunty (Guilherme Terreri Lima Pereira) e a página do Instagram @posithividades do psicanalista Lucian Ambrós. Em comum, o fato de também serem divulgadores do conhecimento científico. Como elemento conclusivo apontamos o viés epistêmico contra-hegemônico como marca dos estudos em Folkcomunicação.</p> 2025-12-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Internacional de Folkcomunicação https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/25703 Representações Culturais e Repertórios Verbais e Visuais LGBT+ na Segmentação de Mercado e Publicidade da Todes Telecom 2025-10-21T03:16:21+00:00 João Victor de Sousa Cavalcante joaosc88@gmail.com Joaquim Francisco Cordeiro Neto chiconeto@ufc.br Henrique Bezerra da Silva hcasimiro22@gmail.com <p>Desde a década de 1990, as ofertas mercadológicas voltadas ao público LGBTQIAPN+ têm se expandido, acompanhadas por práticas publicitárias que incorporam repertórios simbólicos representativos desse segmento. Este estudo, de natureza exploratória e qualitativa, tem como objetivo analisar como a empresa de telefonia Todes Telecom utilizou essas representações na elaboração de mensagens e ofertas destinadas ao público sexodiverso. A pesquisa fundamenta-se em análise de peças publicitárias, complementada por revisão bibliográfica orientada pelos Estudos Culturais de (Hall, 2006; 2016; 2018). Os resultados evidenciam que a publicidade da marca mobiliza elementos culturais do espectro LGBTQIAPN+, articulando repertórios verbais e visuais na formulação de mensagens capazes de promover uma comunicação notória com esse público.</p> 2025-12-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Internacional de Folkcomunicação https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/25711 "Meu Egbé Governado por Mulher, Iyá Nassô é rainha do Candomblé!”. Análise da narrativa do Livro Abre-alas do GRES Unidos de Padre Miguel de 2025 2025-10-21T03:44:23+00:00 Samara Miranda da Silva eusamaramiranda@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo analisa a narrativa do enredo “Egbé Iyá Nassô”, apresentado pela Unidos de Padre Miguel (UPM) no Carnaval de 2025, à luz da metodologia de análise narrativa de Luiz Gonzaga Motta (2013) e Silva(2024). Com foco nos níveis do enredo, dos episódios e da centralidade do personagem, o objetivo principal é compreender de que forma a agremiação constrói, pela linguagem simbólica e estética do carnaval, uma narrativa carnavalesca que resgata e celebra a figura de Iyá Nassô, sacerdotisa fundadora do Ilê Axé Iyá Nassô Oká, como eixo central da história e símbolo da resistência feminina negra. Os resultados indicam que a narrativa transcende o relato biográfico, convertendo Iyá Nassô em emblema de ancestralidade, identidade e continuidade da diáspora africana. O enredo mobiliza arquétipos da mãe fundadora e da guardiã da tradição, revelando o carnaval como território de memória, resistência e produção de sentido coletivo. Conclui-se que, pela metodologia narrativa, o desfile se configura como um ato de comunicação cultural e política, reafirmando a potência das escolas </span><span style="font-weight: 400;">de samba como agentes de preservação e reinvenção da ancestralidade afro-brasileira.</span></p> 2025-12-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Internacional de Folkcomunicação https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/25699 Narrativas da Bôta nos Contos de Walcyr Monteiro 2025-10-21T03:21:56+00:00 ROSIELE CARVALHO rosielebbaeta@yahoo.com.br André Felipe da Costa Cunha andre.cunha@ifpa.edu.br Douglas Junio Fernandes Assumpção rp.douglas@hotmail.com Maria do Céu de Araujo Santos maria.ceu@unama.br <p>O objetivo deste estudo é analisar como a representatividade da mulher ribeirinha da Amazônia paraense é apresentada em duas narrativas da bôta (<em>sic</em>) no contexto sociocultural do imaginário do povo ribeirinho. Este estudo interdisciplinar de cunho exploratório com abordagem qualitativa na análise de dois contos populares publicados por Walcyr Monteiro, em Visagens, Assombrações e Encantamentos da Amazônia (n. 03 e 05), publicados em 2000, sobre boto-fêmea, denominado bôta nos contos analisados, ser encantado que faz parte do ciclo da vida e das marés, entrelaçando o imaginário individual e coletivo com afetos e estilo de vida. O artigo se fundamentou, entre outros, no cimento social de Maffesoli (2010), no contexto sociocultural do imaginário de Laplantine e Trindade (1997) e dentro das estruturas das narrativas de Barthes (1975). A representatividade da mulher ribeirinha, nos contos da bôta, revela uma cultura cheia de riquezas com profundas marcas na comunidade melgacense.</p> 2025-12-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Internacional de Folkcomunicação https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/25919 DOSSIÊ ESTUDOS DE GÊNERO E FOLKCOMUNICAÇÃO – Parte 1 2025-12-19T16:14:02+00:00 2025-12-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Internacional de Folkcomunicação https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/25911 Uma festança cultural, de costumes e valores com sotaque paulista 2025-12-17T14:03:55+00:00 Elaine Barcellos de Araújo elaine.barcellos@gmail.com Sofía Villagra sofi6694@gmail.com <p>Resenha crítica do livro O Fandango Caiçara Paulista: apontamentos de viagem.</p> 2025-12-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Internacional de Folkcomunicação https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/25918 Editorial 2025-12-19T15:12:41+00:00 2025-12-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Internacional de Folkcomunicação