SILÊNCIO E EXÍLIO EM A MAÇÃ NO ESCURO, DE CLARICE LISPECTOR

Auteurs-es

  • William Fernandes de Oliveira Universidade Estadual de Ponta Grossa image/svg+xml
  • Keli Cristina Pacheco UEPG

Résumé

Neste texto, objetivamos, a partir da leitura do romance A maça no escuro (1970), de Clarice Lispector, abordar temas como testemunho e exílio, refletindo sobre essas caracterizações a partir do crime da personagem principal, Martim – tentativa de assassinato de sua esposa – e sua consequente fuga (assim, por ser um fugitivo, Martim tenta esconder seu passado, embora não sinta culpa por seu ato). Desse modo, analisamos sua condição quase amoral e sua recusa de falar/testemunhar sobre sua experiência, assim como também refletimos sobre seu novo mundo (na fuga, encontra uma fazenda, em que se abriga) não como reapropriação, mas como recusa e potência da negação. A partir dessa experiência, pensamos que seja possível apontar um espaço em exílio, que surge a partir do silêncio e perda da linguagem. Para tanto, neste trabalho, apoiamo-nos, principalmente, nos autores Giorgio Agamben (2008), Jean-Luc Nancy (1996) e Maurice Blanchot (2003).

Biographies de l'auteur-e

  • William Fernandes de Oliveira, Universidade Estadual de Ponta Grossa

    Mestre em estudos da linguagem pela Universidade Estadual de Ponta Grossa

  • Keli Cristina Pacheco, UEPG

    Doutora em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professora do Departamento de Estudos da Linguagem e do Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Ponta Grossa,

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Publié

2021-04-01

Numéro

Rubrique

Dossiê Centenário de Clarice Lispector: vida, obra e recepção crítica

Comment citer

SILÊNCIO E EXÍLIO EM A MAÇÃ NO ESCURO, DE CLARICE LISPECTOR. Muitas Vozes, [S. l.], v. 9, n. 2, p. 534–544, 2021. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/muitasvozes/article/view/16920. Acesso em: 31 mai. 2026.