O DEBATE EVOLUTIVO É RELEVANTE PARA A LINGUÍSTICA?
Resumo
O programa minimalista propõe um modelo de evolução da linguagem e um programa de pesquisas comparativo, interdisciplinar e empírico para a questão. A concepção de que a linguagem é uma capacidade emergente somente na nossa espécie sugere que os processos de seleção e de adaptação não influenciaram decisivamente na emergência de tal característica. Paralelamente, a pragmática cognitiva de orientação relevantista desenvolve, há mais de trinta anos, uma concepção de evolução de comportamento comunicativo que diverge das posturas centrais do programa minimalista. Este trabalho tem o intuito de apontar para questões epistemológicas e metodológicas que decorrem da confrontação entre ambas as propostas. A afirmação principal defendida aqui é a de que a adoção de uma perspectiva fortemente adaptacionista para a comunicação (viés relevantista) e fracamente adaptacionista para a linguagem/recursividade (viés minimalista), considerando a recursividade, assim como a comunicação verbal, capacidades emergentes da cognição humana, é possível desde que a centralidade da sintaxe, defendida pelo modelo gerativista e sutilmente reafirmada no programa minimalista, seja deixada de lado em prol de um modelo que não se furte a apontar uma explicação natural da comunicação via linguagem.
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