https://revistas.uepg.br/index.php/muitasvozes/issue/feed Muitas Vozes 2026-04-15T13:31:50+00:00 Revista Muitas Vozes revistamuitasvozes.ppgel@gmail.com Open Journal Systems <p>A revista Muitas Vozes é uma publicação com periodicidade contínua do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, que se constitui em um espaço de reflexão sobre questões de linguagem em suas múltiplas manifestações. Sua missão é divulgar resultados de pesquisas da área de Letras e Linguística, separadamente ou em interseção com áreas afins.</p> <p>E-ISSN: 2238-7196</p> https://revistas.uepg.br/index.php/muitasvozes/article/view/20146 O ANIMAL COMO SIGNO POLÍTICO EM CAMPO EXPANSIVO EM “A METAMORFOSE” DE FRANZ KAFKA E “MEU TIO O IAUARETÊ” DE GUIMARÃES ROSA 2023-01-25T12:00:22+00:00 Lincoln Felipe Freitas freitaslincolnfelipe@gmail.com Silvana Oliveira oliveirasilvana@hotmail.com <p>A literatura apresenta, principalmente no início do século XX com Franz Kafka, a reconfiguração da relação animal-humano por meio de figuras animais que se situam fora da circunscrição do antropocentrismo, sendo uma nova forma de compreensão do animal e de sua manifestação (MACIEL, 2016). Em contexto latino-americano, especificamente a partir da década de 1960, o animal se apresenta como um campo expansivo que expande os horizontes de politização na desestabilização da distância com o humano (GIORGI, 2016). O objetivo deste trabalho é apresentar uma experimentação de leitura, nos termos em que Deleuze e Guattari (1975) a propõe, de “A metamorfose” de Franz Kafka e “Meu tio o Iauaretê” de João Guimarães Rosa, principalmente nos temas do devir-animal (DELEUZE; GUATTARI, 1997) e da construção política das personagens que protagonizam os textos literários aqui indicados<em>, </em>considerando que o inseto kafkiano e as onças roseanas se projetam como devires-animais distintos do homem diante da (im)possibilidade de rebelião e aliança com o animal (GIORGI, 2016). Como pressupostos teórico-metodológicos, recorremos às considerações de Giorgi (2016), Agamben (2017), Deleuze e Guattari (1975; 1995; 1997), Derrida (2002), Galvão (2008) e Maciel (2016).</p> <p><strong>Palavras-chave</strong>: A metamorfose. Devir-animal. Franz Kafka. Guimarães Rosa. Meu tio o Iauaretê.</p> 2025-12-09T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Muitas Vozes https://revistas.uepg.br/index.php/muitasvozes/article/view/25733 APRESENTAÇÃO - VOZES E RESISTÊNCIAS: DESVENDANDO IDEOLOGIAS DA LINGUAGEM E SUA ARTICULAÇÃO COM RAÇA, GÊNERO, SEXUALIDADE E CLASSE SOCIAL. 2025-10-27T14:41:36+00:00 Cloris Porto Torquato cptorquato@uepg.br Neiva Maria Jung neivajung@yahoo.com.br <p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</p> 2025-10-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Muitas Vozes https://revistas.uepg.br/index.php/muitasvozes/article/view/24703 DE HOME GIRLS A WORLD GIRLS - A CASA DENTRO DE SI 2025-02-25T18:56:51+00:00 Joana D'Arc Martins Pupo jopupo@uol.com.br <p>Buscar metáforas na e para a literatura produzida por mulheres tem sido uma das vertentes da crítica literária feminista que percebe a importância de vermos a produção literária de mulheres como um conjunto coerente que constrói significados sociais e culturais singulares e, desse modo, possibilita uma maior visibilidade para esta literatura, desestabilizando a comumente associação de autoria com a masculinidade. Neste artigo, a partir da metáfora home girls criada para se ler a obra de escritoras afro-americanas, propomos, dentro do campo literário da África do Sul, a metáfora world girls na tentativa de identificarmos as representações alternativas para as identidades femininas na literatura produzida por autoras negras sul-africanas emergentes no período pós-apartheid, bem como, para interpretarmos a função social de suas obras literárias.</p> <p>PALAVRAS-CHAVE: crítica literária feminista; literatura de mulheres negras; África do Sul.</p> 2025-10-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Muitas Vozes https://revistas.uepg.br/index.php/muitasvozes/article/view/23904 DEMARCAÇÃO DE TERRA NO BRASIL: 2025-02-10T20:25:23+00:00 Nívea Rohling nivea.rohling@gmail.com Maria de Lourdes Rossi melmedroni@gmail.com Ketlyn Margoti ketlyn.margoti@gmail.com <p>O presente artigo examinou os discursos produzidos no governo de Jair Messias Bolsonaro (doravante JMB), no início de seu mandato, com foco na demarcação de terras dos povos indígenas brasileiros. O enfoque se deu em enunciados que mobilizaram ações que transferiram a responsabilidade da demarcação de terras da Funai para o Ministério da Agricultura, colocando os interesses ruralistas acima das pautas indígenas. O artigo também investigou as reações de ONGs e povos indígenas, especificamente Apuí, Guarani Mbya Carijó e Mundurucus, que se posicionaram como vozes de resistência e crítica às ações necropolíticas da esfera governamental. A análise mobilizou o conceito de necropolítica de Achille Mbembe (2018), que considera o biopoder na decisão sobre a vida e a morte, e os estudos de indexicalidade de Jan Blommaert (2010; 2014) e Michael Silverstein (2003) para explorar como os discursos de JMB refletem/refratam ideologias autoritárias (Volóchinov, 2013) e violentas. Os resultados mostram que JMB utilizou sua soberania sobre corpos desprotegidos para favorecer um grupo político específico, justificando suas ações em argumentos pautados no desenvolvimento econômico, enquanto desconsiderava os direitos e a dignidade desses povos. A linguagem foi usada para moldar a percepção pública e legitimar essas ações, favorecendo a exploração econômica sobre a preservação ambiental.</p> 2025-10-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Muitas Vozes https://revistas.uepg.br/index.php/muitasvozes/article/view/23516 UMA ANÁLISE CRÍTICA DE LETRAS DE MÚSICAS FEMINISTAS 2025-02-11T20:46:57+00:00 Fernando Luís de Morais dmorays_2@hotmail.com <p>Na paisagem cultural contemporânea, onde a dinâmica entre gêneros e as questões relacionadas à igualdade estão no epicentro das discussões, delineia-se um campo produtivo para a intersecção entre música e ativismo. Sob esse prisma, empreendo, neste artigo, uma análise reflexiva e circunstanciada das letras de músicas integrantes de um projeto cujo cerne é o feminismo. Busco, ao longo deste estudo, esquadrinhar não apenas a superfície textual, mas mergulhar nas profundezas da narrativa musical para compreender como essas expressões melódicas se tornam agentes de empoderamento feminino. Parto da premissa de que a música, longe de ser uma mera manifestação artística, é um espelho e, simultaneamente, um forjador ativo da cultura. Meu propósito, portanto, é desvelar as intricadas camadas de significado presentes nas composições musicais feministas, entendendo-as como narrativas potentes que ecoam as experiências, desafios e conquistas das mulheres na contemporaneidade.</p> 2025-10-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Muitas Vozes https://revistas.uepg.br/index.php/muitasvozes/article/view/25667 “EU SOU A PROVA VIVA DE QUE DEU CERTO”: 2025-10-10T19:44:06+00:00 Eleticia Elza Carneiro Podolak Strukoski eleticia.c.p@gmail.com Cristiane Malinoski Pianaro Angelo cristiane.mpa@gmail.com <p>Este artigo analisa um excerto do discurso de Jair Bolsonaro em uma coletiva de imprensa durante a pandemia de COVID-19, mobilizando, para tanto, o conceito de signo ideológico proposto pelo Círculo de Bakhtin. Com base na teoria dialógica de Bakhtin e Volóchinov, o estudo busca demonstrar como a linguagem reflete e refrata a realidade, influenciando a consciência social e servindo a interesses ideológicos. A análise sugere que os discursos nas coletivas de imprensa operam como arenas de luta de classes, nas quais a plurivalência dos signos é utilizada para construir narrativas que favorecem o governo, influenciam a opinião pública e legitimam decisões controversas. Conclui-se que a linguagem nas coletivas de imprensa é um campo de batalha ideológico, essencial para compreender o poder discursivo na política contemporânea.<br>Palavras-chaves: Signo Ideológico. Refração. Discurso Político. Coletiva de Imprensa.</p> 2025-10-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Muitas Vozes https://revistas.uepg.br/index.php/muitasvozes/article/view/23905 APLICATIVOS DE APRENDIZAGEM DE L2 E A ECONOMIA DAS LÍNGUAS: 2025-02-10T21:46:17+00:00 Nívea Rohling nivea.rohling@gmail.com Laura Catalina Peña Ramirez laurar@alunos.utfpr.edu.br <p>&nbsp;</p> <p>Os sistemas de poder dominantes originados no colonialismo e perpetuados pela globalização se refletem no ensino de línguas em aplicativos de aprendizagem de L2. As ideologias linguísticas moldam a valorização das línguas, transformando-as em produtos comerciais. Isso impacta a diversidade linguística e cultural, promovendo a desigualdade social ao favorecer línguas majoritárias e marginalizar as menos faladas. Este artigo sobre aplicativos de aprendizagem de L2 e a economia das línguas tem como objetivo analisar o Duolingo. &nbsp;Investigamos a influência das estruturas de poder, das ideologias linguísticas e da mercantilização da língua na aprendizagem de línguas por meio do aplicativo. Examinou-se a seleção de línguas e o modelo de negócios, avaliando se a plataforma promove a diversidade e a inclusão linguística e social em seus métodos de ensino. Constatou-se que, embora o Duolingo faça esforços para promover uma inclusão raciolinguística, seu modelo de negócios contribui para a desigualdade de oportunidades na aprendizagem. Além disso, a escolha e a prevalência de línguas majoritárias reforçam a valorização dessas línguas e seus falantes, intensificando a mercantilização da língua.</p> 2025-10-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Muitas Vozes https://revistas.uepg.br/index.php/muitasvozes/article/view/23897 MASCULINIDADES NEGRAS HOMOSSEXUAIS EM NARRATIVAS AUTOBIOGRÁFICAS INTERSECCIONAIS 2025-02-12T17:46:14+00:00 Pedro Ivo Silva pedro.ivo@discente.ufcat.edu.br Tatiana Nascimento palavrapreta@gmail.com <p>Este artigo busca desvelar sentidos e implicações, sejam subjetivos ou sociais, da constituição de masculinidades negras homossexuais que emergem de narrativas autobiográficas pertencentes a três participantes da pesquisa de mestrado de Autor 1 (2020), membros do Coletivo Afrobixas, em Brasília/DF, que foi publicada no livro <em>Título</em>. Abordagens fenomenológicas (MOREIRA, 2004; RIBEIRO JÚNIOR, 2003) e princípios teórico-metodológicos sobre histórias de vida e narrativas (auto)biográficas (JOSSO, 2004; CHIZZOTTI, 2011) conduzem o estudo e a interpretação possibilitados pelo <em>corpus</em>. O aporte teórico utilizado trata das discussões em torno das representações de masculinidades advindas da construção interseccional (CRENSHAW, 1989) entre as categorias identitárias negritude (MUNANGA, 2009) e homossexualidade (LINS; MACHADO; ESCOURA, 2016). Nesse esteio, lançamos novos olhares interpretativos sobre o tema, de modo a perceber a (res)significação que os narradores participantes imprimem sobre suas vivências, especialmente quando se referem à pertença ao Coletivo Afrobixas e à reflexão crítica sobre modelos e valores socialmente hegemônicos que foram estabelecendo nesse grupo. As narrativas autobiográficas selecionadas parecem ampliar o entendimento fenomenológico sobre a dimensão em que negros homossexuais constroem suas masculinidades vinculadas a questões raciais, de classe e de orientação sexual, evidenciando sua racialidade de maneira mais contundente ante outros aspectos emergentes em suas histórias de vida.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p>PALAVRAS-CHAVE: Negritude. Homossexualidade. Interseccionalidade. Masculinidade(s) negra(s). Narrativas autobiográficas.</p> 2025-10-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Muitas Vozes