ENEGRECENDO A CRÍTICA: POR UMA EXPERIÊNCIA DO FORA
Resumo
O artigo proposto tem como objetivo central enegrecer a crítica literária e, junto com ela, a experiência do fora. Para esse movimento é necessário descolonizar o “fora” tal como foi pensado nos moldes ocidentais, eurocêntricos e descolonizar a crítica, que é branca, cis e heterossexual. Como aportes teóricos-epistemológicos traremos a literatura preta de Conceição Evaristo (1996) e o feminismo negro para tensionar a crítica canônica, o discurso autorizado de supremacia branca, imperial e patriarcal. Assumiremos correr o risco e pensar a encruzilhada como experiência do fora ou como agenciamento maquínico- político do povo preto. Iremos propor linhas de fugas, trânsitos e deslocamentos necessários para ampliarmos a semântica da crítica e legitimarmos o olhar crítico, para que nós, sujeitos pretos, possamos pensar a crítica literária e nossos múltiplos processos de subjetivação. Um dos resultados obtidos e esperados é que precisamos, enquanto negros, erguer as nossas vozes para que a nossa história possa ser contada por mãos negras. Por fim, conclui-se que precisamos tensionar essa crítica que se construiu a partir de um regime de autorização discursiva, potencializar novas experiências do fora e novos processos de subjetivação, a partir de nós mesmos, tendo a literatura preta como a nossa potente encruzilhada de luta e emancipação.
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