“O inferno é um mundo sem livros": a escatologia apocalíptica de Joca Terron em "Não há nada lá"
Palavras-chave:
Metaficção. Apocalipse. Crítica.Resumo
Não há nada lá, de Joca Terron, se inscreve entre aqueles textos ameaçadores que habitam o cosmos da literatura. O romance apresenta um tipo de escatologia apocalíptica do livro, uma compreensão de que, à iminência do fim dos tempos, a única forma de sobrevivência reside na literatura. Mas essa é uma relação estabelecida de forma dual, pois, na escatologia do livro de Terron, a literatura é também a desencadeadora do apocalipse. Neste artigo, temos o objetivo de discutir a questão apocalíptica na obra de Terron, estabelecida em caráter metaliterário e metaficcional. Para tal, trataremos de passagens específicas, atribuídas ao Bispo de Macau, que se firmam como máximas acerca do fim dos tempos e do papel da literatura nesse acontecimento. Tendo isso em vista, consideramos que, em Não Há Nada Lá, existe certo encantamento quixotesco pelos livros, assim como marcas de boravismo e problemas envolvendo metaficção como um fazer ficcional. Terron profetiza o fim e a continuidade da tradição literária. Esse sentido de profecia não está dissociado da paródia e da reapropriação artística, inscrevendo-se no coração da dualidade proposta por seu texto. Como suporte teórico, tratamos de autores como Eneida Souza (2007), Reuben Rocha (2011) e Erik Schollhammer (2011).
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