Pauta Geral - Estudos em Jornalismo
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<p><strong>Revista Pauta Geral – Estudos em Jornalismo</strong> é uma publicação semestral do Programa de Pós-graduação em Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), que tem como objetivo divulgar estudos e pesquisas em Jornalismo, seja como resultado de investigação concluída ou em andamento, buscando o fortalecimento do campo jornalístico também em nível de pós-graduação no Brasil. A revista recebe artigos, resenhas e entrevistas em fluxo contínuo. </p>Universidade Estadual de Ponta Grossapt-BRPauta Geral - Estudos em Jornalismo2318-857XA Coordenação Editorial da Revista Pauta Geral e seus consultores/pareceristas não se responsabilizam pelo material publicado (em seus diversos formatos), seja no que diz respeito aos conteúdos, referências, conceitos ou citações e tampouco pela estrutura de apresentação. A responsabilidade (autoral e intelectual) é exclusivamente dos autores que assinam os artigos/ensaios submetidos à Revista.Revista Pauta Geral – Estudos em Jornalismo
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<p>v.12 | n.2 | 2025</p>
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2025-12-182025-12-1812215Pautar a pesquisa em busca de iniciativas pelo combate à desinformação
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<p>Dossiê Jornalismo e disputas políticas em tempos de desinformação.</p> <p>Revista do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).</p>Juliano Maurício de CarvalhoManoel Moabis Pereira dos Anjos Marcelo Engel BronoskySérgio Luiz Gadini
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2025-12-182025-12-1812210.5212/RevistaPautaGeral.v.12.25052Antonio Rocha Filho e as transformações na rotina do jornalista brasileiro
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<p>Antonio Rocha Filho é jornalista, consultor em comunicação, pesquisador e professor universitário. Em 40 anos de carreira, destacou-se por sua atuação como repórter e editor nos principais meios de comunicação do Brasil, em particular no Grupo Folha. Nesta entrevista, ele detalha as transformações nas rotinas de trabalho dos periódicos e, consequentemente, dos jornalistas. Com um olhar sobre a passagem do meio analógico para o digital, aborda as mudanças nas formas de produção da notícia, inclusive com o uso da Inteligência Artificial.</p>Patrícia RangelLuciano Victor Barros MalulyAntônio Moraes de PaivaAndrei Gobbo
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2025-12-182025-12-1812211210.5212/RevistaPautaGeral.v.12.25026Projeto Credibilidade e certificação de boas práticas em veículos jornalísticos
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<p>Esta pesquisa avalia como o Projeto Credibilidade recomenda, avalia e certifica procedimentos jornalísticos de verificação e correção de informações. São analisados critérios procedimentais de qualidade jornalística (identificação de fontes verificáveis, transparência e reparação de erros) e seu potencial para aprimorar práticas jornalísticas, indicando ao público os procedimentos esperados de veículo com padrão de qualidade reconhecido. O artigo avalia como critérios e indicadores de qualidade do projeto registram, incentivam e destacam práticas sociais valorizadas, e como o próprio selo da iniciativa torna-se elemento de distinção. Esses critérios são elemento importante para a melhoria da apuração jornalística, e demanda um diálogo crítico por pesquisadores acadêmicos, que podem se apropriar desses indicadores em suas práticas docentes, na formação de futuros jornalistas, mas também posicionar-se criticamente perante eventuais lacunas ou aprimoramentos necessários no projeto.</p>Ivan Paganotti
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2025-12-182025-12-1812211710.5212/RevistaPautaGeral.v.12.25194O ethos e o pathos no discurso político de Pablo Marçal no debate televisivo da Rede Globo
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<p>O artigo propõe uma análise de conteúdo (Bardin, 2010) das falas do ex-candidato à prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal, no debate televisivo da Rede Globo em 03 de outubro de 2024. Na retórica de Aristóteles (2005), as provas de persuasão fornecidas pelo discurso são de três tipos: ethos, pathos e logos. Esta pesquisa se debruça sobre as duas primeiras no que tange à construção da identidade e da credibilidade do candidato assim como da estruturação dos sentimentos e emoções provocados pelas estratégias discursivas do coach. O estudo aborda a interface entre comunicação e política, a televisão como palco de encenações de espetáculos políticos e a apropriação desta na consolidação de novas lideranças populistas no cenário eleitoral do Brasil. Como resultado notou-se que o candidato combinou um conjunto de métodos destinados à manipulação das emoções dos eleitores (pathos), com ataques nefastos não só aos adversários políticos, mas ao sistema eleitoral e à democracia brasileira.</p>Tais Tellaroli FenelonLucas Souza da Silva
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2025-12-182025-12-1812211810.5212/RevistaPautaGeral.v.12.25149O Candidato Coach
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<p>O artigo analisa as estratégias discursivas do candidato Pablo Marçal nas eleições municipais de São Paulo em 2024, destacando como seu discurso opera nas zonas cinzentas da desinformação. A partir da análise de conteúdo de quatro entrevistas, identificam-se elementos como tom professoral, discurso religioso, ataques à mídia e à esquerda, além do uso intensivo das redes sociais para mobilização. O candidato constrói uma imagem de líder messiânico, autônomo e moralmente superior, reforçando seu papel de outsider político. A narrativa é marcada por simbolismo religioso, apelo emocional e linguagem motivacional, alinhando-se ao populismo digital e às lógicas do engajamento algorítmico. Dentre os resultados, é possível observar como a campanha de Marçal se estrutura sobre a desordem informacional, tensionando os limites entre verdade, opinião e manipulação.</p>Aline Cristina CamargoLiliane de Lucena Ito
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2025-12-182025-12-1812211910.5212/RevistaPautaGeral.v.12.25210Entre o voto e a seringa
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<p>Mais do que reflexo de ignorância, os discursos antivacinais se tornaram artefatos simbólicos e políticos de alta densidade. Este artigo analisa a instrumentalização política desses discursos em quatro blocos geopolíticos (América Latina, Europa, Ásia e América do Norte), com base na metodologia da Revisão Narrativa Comparativa Transnacional (RNCT). A politização das vacinas — intensificada pela pandemia de COVID-19 — evidenciou o poder performativo da recusa vacinal como linguagem de alinhamento ideológico. No Brasil, por exemplo, a rejeição da Coronavac assumiu contornos eleitorais, articulando desconfiança científica, identidades políticas e disputas simbólicas. A análise abrange não apenas o conteúdo da desinformação, mas os afetos que a sustentam, os atores que a propagam e os silêncios estruturais que a tornam eficaz. Ao deslocar o foco da veracidade para a gramática simbólica da eficácia discursiva, o estudo contribui para compreender a desinformação como disputa política por sentido e autoridade.</p>Edson André Pereira Hilário
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2025-12-182025-12-1812212810.5212/RevistaPautaGeral.v.12.25203Desinformação e bolhas cognitivas
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<p>O artigo propõe uma análise teórica sobre a persistência da desinformação política nas plataformas digitais, mesmo diante de correções jornalísticas fundamentadas. Parte-se do conceito de contrato de comunicação (Charaudeau, 2000, 2006, 2011), extrapolando-o como contrato de crença, em articulação com a teoria da dissonância cognitiva (Festinger, 1957) e com o funcionamento das bolhas cognitivas em ambientes algorítmicos. Sustenta-se que a adesão à desinformação não se dá apenas por desconhecimento, mas por vínculos afetivos, simbólicos e identitários, reforçados por lógicas de pertencimento e performance discursiva. Argumenta-se que o enfrentamento da desinformação requer do jornalismo estratégias que vão além da checagem factual, pautadas pela escuta ativa, pela mediação cultural e pela reconstrução de vínculos de confiança com públicos fragmentados.</p>Thiago Henrique de Jesus-Silva
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2025-12-182025-12-1812212110.5212/RevistaPautaGeral.v.12.25193Desafios metodológicos na pesquisa sobre desinformação em jornalismo e política
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<p>Como monitorar um debate eleitoral para verificar o uso de desinformação pelos atores envolvidos na disputa? A questão implica a organização de um dispositivo metodológico capaz de identificar as estratégias de candidaturas que podem lançar mão de desinformação na disputa eleitoral. É com este objetivo que, a partir de uma experiência didática, envolvendo pesquisa, ensino e extensão, o presente texto sistematiza proposta metodológica capaz de identificar a desinformação em debates eleitorais. A proposta surgiu a partir de uma atividade de ensino de pós-graduação e discute alguns dos desafios presentes na formação profissional que envolvem a celeridade informacional que contribui para disseminar desinformações. Para além do conceito de desinformação (Rêgo e Barbosa 2020), o texto considera que a produção de debates configura um espaço híbrido de cobertura jornalística em disputas eleitorais, que assegura o agendamento de políticas públicas em sintonia com as agendas políticas e de mídia (McCombs, 2009).</p>Marcelo Engel BronoskyAmanda Cristine Lima CrissiSérgio Luiz GadiniManoel Moabis Pereira dos Anjos
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2025-12-182025-12-1812211210.5212/RevistaPautaGeral.v.12.25058