https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/issue/feedRevista de História Regional2026-02-05T21:13:31+00:00Alessandra Izabel de Carvalhoalessandra@uepg.brOpen Journal Systems<p>A Revista de História Regional define-se como espaço de divulgação de trabalhos que tenham enquadramento teórico e metodológico dentro do campo de pesquisa em História e Região. Articulada ao debate epistemológico na história e nas ciências sociais, a revista tem por objetivo discutir a historicidade das práticas sociais e culturais, das construções discursivas e da produção de sentidos que, no tempo e no espaço, resultam em distintos processos de regionalizações. Diferentemente de uma abordagem tradicional, que a caracterizava como uma porção da superfície terrestre possuidora de determinadas características homogêneas e limites geográficos e/ou políticos rígidos, a noção de “região” é, atualmente, concebida como um artefato sociocultural mutante, uma produção de diferentes grupos, classes e culturas que a constroem mediante determinadas vivências e representações. Neste sentido, uma região é tanto um espaço físico, ambiental e material quanto um espaço imaginário, simbólico e ideológico. E uma dimensão é inseparável da outra. Considerando tal multiplicidade, definir a região implica estabelecer delimitações espaço-temporais para uma pesquisa. Ao adotar uma perspectiva de escala, implícita ou explicitamente, define-se o que é significativo no fenômeno, ocultando ou dando visibilidade a determinados aspectos da realidade. No jogo de escalas de observação, mudam as variáveis de análise e a irredutível complexidade do fenômeno histórico se impõe, o que exige dos pesquisadores não apenas a formulação de novas construções teóricas, metodológicas e historiográficas como também novas sensibilidades para a compreensão daquilo que chamamos de história regional.</p> <p>A RHR foi fundada em 1996 e desde o primeiro volume tem disponibilizado gratuitamente todo o seu conteúdo pela internet. O periódico é uma publicação do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em História (Mestrado em História, Cultura e Identidades) da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Possui Qualis A3 e está indexada nos seguintes serviços: Scopus, Latindex, BASE - Bielefeld Academic Search Engine, Elektronishe Zeitschriftenbibliothek, Indiana University Bibliographical Index, EVIFA – Die Virtuelle Fachbibliothek Ethnologie/Volkskunde, Sumários.org, Diadorim, Miguilim e Portal de Periódicos da CAPES.</p> <p>ISSN:1414-0055</p>https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/25288A Companhia Ferro Carril de Cachamby: redes de sociabilidades locais e seus múltiplos interesses no desenvolvimento da freguesia do Engenho Novo (1878-1890)2025-07-28T18:22:49+00:00Marcelo Mac Cordmmcord@id.uff.br<p>Recortado entre os anos de 1878 e 1890, o nosso artigo discute os processos de concepção, montagem e liquidação da <em>Companhia Ferro Carril de Cachamby</em>. A existência do empreendimento dialoga com o surgimento e o desenvolvimento da freguesia urbana do Engenho Novo, localizada na cidade do Rio de Janeiro. No período em quadro, a capital do país conheceu expressivo crescimento demográfico e consequente pressão por moradia, trabalho e serviços. Entre estes últimos, transportes. Para realizar a pesquisa, compulsamos fontes relativas ao imposto predial, ao registro de firmas na Junta Comercial e à fiscalização dos bondes, mais jornais, legislação e periódicos diversos. Por meio delas, demonstramos que moradores, proprietários e negociantes do Engenho Novo foram protagonistas no corpo societário daquela empresa. Muitos deles eram homens letrados, capitalizados e ativos nos espaços de sociabilidades da referida freguesia. Eles apostaram no desenvolvimento da região por meio dos trilhos de ferro.</p>2026-02-05T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Marcelo Mac Cordhttps://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/25134“Toda a terra treme nas vozes deste povo”: as lutas dos trabalhadores rurais e agricultores no Norte de Portugal (1974-1982)2025-10-21T18:05:25+00:00Leonardo Aboim Piresleonardopires5@hotmail.comGil Gonçalvesgilgoncalves65@yahoo.com<p>Nas últimas décadas, os discursos académicos e públicos sobre a Revolução dos Cravos e a transição democrática tendem a circunscrever os movimentos sociais rurais ao Sul de Portugal. No entanto, a evidência histórica revela um número significativo de ações e lutas protagonizadas por agricultores e produtores nos concelhos de Braga, Bragança, Porto, Viana do Castelo e Vila Real. Este artigo propõe uma abordagem centrada na análise desses movimentos no Norte de Portugal, contribuindo para uma leitura mais abrangente da mobilização rural no pós-25 de Abril. Argumenta-se que, em contexto de sociedade rural e de transição política, estes movimentos constituíram formas embrionárias de sociedade participativa, espaços de aprendizagem política e mecanismos de reivindicação de direitos sociais e económicos. Ao destacar a diversidade territorial do ativismo rural, este estudo revela e questiona criticamente as geografias predominantes da mobilização e reposiciona as classes rurais do Norte como agentes centrais na democratização portuguesa.</p>2026-02-06T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Leonardo Aboim Pires, Gil Gonçalves