Revista de História Regional https://revistas.uepg.br/index.php/rhr <p>A Revista de História Regional define-se como espaço de divulgação de trabalhos que tenham enquadramento teórico e metodológico dentro do campo de pesquisa em História e Região. Articulada ao debate epistemológico na história e nas ciências sociais, a revista tem por objetivo discutir a historicidade das práticas sociais e culturais, das construções discursivas e da produção de sentidos que, no tempo e no espaço, resultam em distintos processos de regionalizações. Diferentemente de uma abordagem tradicional, que a caracterizava como uma porção da superfície terrestre possuidora de determinadas características homogêneas e limites geográficos e/ou políticos rígidos, a noção de “região” é, atualmente, concebida como um artefato sociocultural mutante, uma produção de diferentes grupos, classes e culturas que a constroem mediante determinadas vivências e representações. Neste sentido, uma região é tanto um espaço físico, ambiental e material quanto um espaço imaginário, simbólico e ideológico. E uma dimensão é inseparável da outra. Considerando tal multiplicidade, definir a região implica estabelecer delimitações espaço-temporais para uma pesquisa. Ao adotar uma perspectiva de escala, implícita ou explicitamente, define-se o que é significativo no fenômeno, ocultando ou dando visibilidade a determinados aspectos da realidade. No jogo de escalas de observação, mudam as variáveis de análise e a irredutível complexidade do fenômeno histórico se impõe, o que exige dos pesquisadores não apenas a formulação de novas construções teóricas, metodológicas e historiográficas como também novas sensibilidades para a compreensão daquilo que chamamos de história regional.</p> <p>A RHR foi fundada em 1996 e desde o primeiro volume tem disponibilizado gratuitamente todo o seu conteúdo pela internet. O periódico é uma publicação do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em História (Mestrado em História, Cultura e Identidades) da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Possui Qualis B1 e está indexada nos seguintes serviços: SciVerse Scopus, DOAJ – Diretory of Open Acess Journals, Elektronishe Zeitschriftenbibliothek, Indiana University Bibliographical Index, EVIFA – Die Virtuelle Fachbibliothek Ethnologie/Volkskunde, EBSCO, Sumários e Geodados.</p> pt-BR <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <p>a) Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">Creative Commons Attribution License</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da sua autoria e publicação inicial nesta revista.</p> <p>b) Os autores são autorizados a assinarem contratos adicionais, separadamente, para distribuição não exclusiva da versão publicada nesta revista (por exemplo, em repositórios institucionais ou capítulos de livros), com reconhecimento da sua autoria e publicação inicial nesta revista).</p> <p>c) Os autores são estimulados a publicar e distribuir a versão onlline do artigo (por exemplo, em repositórios institucionais ou em sua página pessoal), considerando que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e as citações do artigo publicado.</p> <p>d) Esta revista proporciona acesso público a todo o seu conteúdo, uma vez que isso permite uma maior visibilidade e alcance dos artigos e resenhas publicados. Para maiores informações sobre esta abordagem, visite <a href="https://pkp.sfu.ca/"><strong>Public Knowledge Project</strong></a>, projeto que desenvolveu este sistema para melhorar a qualidade acadêmica e pública da pesquisa, distribuindo o OJS assim como outros softwares de apoio ao sistema de publicação de acesso público a fontes acadêmicas.</p> <p>e) Os nomes e endereços de e-mail neste site serão usados exclusivamente para os propósitos da revista, não estando disponíveis para outros fins.</p> <p> </p> <p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license"><img style="border-width: 0px;" src="https://i.creativecommons.org/l/by/4.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />Este obra está licenciado com uma Licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional</a>.</p> <p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license"><img style="border-width: 0px;" src="https://i.creativecommons.org/l/by/4.0/88x31.png" alt="Licencia de Creative Commons" /></a><br />Este obra está bajo una <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.es_ES" rel="license">licencia de Creative Commons Reconocimiento 4.0 Internacional</a>.</p> alessandra@uepg.br (Alessandra Izabel de Carvalho) periodicosuepg@uepg.br (Rodrigo) Fri, 24 Jun 2022 17:01:41 +0000 OJS 3.3.0.10 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 O repertório da modernização agrícola e sua dimensão regional: https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/20054 <p>O presente texto tem por objetivo analisar historicamente a implantação do serviço de extensão rural em Santa Catarina, considerando-o como parte da difusão de um repertório político associado às chamadas teorias da modernização. A partir de uma documentação produzida na década de 1960, pretende-se destacar as implicações sociais e culturais das opções políticas em torno da construção de práticas agrícolas empresariais, destacando a escala regional como capaz de proporcionar a observação de um fenômeno que marca o tempo presente brasileiro.</p> Reinaldo Lindolfo Lohn Copyright (c) 2022 Revista de História Regional https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/20054 Fri, 24 Jun 2022 00:00:00 +0000 De Pouso Frio a Vila de Boa Esperança: https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/20074 <p>O trabalho discute memórias da urbanização da Vila Boa Esperança, outrora conhecida como Pouso Frio, bairro periférico de Toledo-PR, edificado nas proximidades da planta industrial do grupo Sadia (atual BRF). Com base em fontes orais e uma matéria da imprensa local, busca-se analisar como moradores do lugar viveram o processo de formação e urbanização do bairro, ocorrido entre as décadas de 1970 e 1980, bem como se reflete sobre os sentidos contidos em tais lembranças, produzidas no tempo presente.</p> Jiani Fernando Langaro Copyright (c) 2022 Revista de História Regional https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/20074 Fri, 24 Jun 2022 00:00:00 +0000 Máquina de atualizar o tempo: https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/20002 <p>Existem passados que são bastante atualizados, sobretudo em contextos de comemoração, quando alguns acontecimentos figuram centralmente em pautas do debate público. A proposta deste artigo é refletir sobre usos políticos do passado do sertão em “era da comemoração” no mundo contemporâneo que emerge no final do século XX. A partir da metáfora da comemoração como máquina de atualizar o tempo, a discussão é estruturada em três partes que se entrecruzam entres jogos de escalas locais e globais. A primeira apresenta marcas de tempos comemorativos no presente, ressaltando aspectos de <em>eventos, marcos e (des)construções da memória</em>. A segunda aprofunda reflexão sobre tempos do sertão nordestino brasileiro, com atenção a releituras do cangaço, a fim de destacar traços de <em>patrimônios culturais reivindicados, dissonantes e contestados</em>. A terceira analisa estes tempos propensos às reavaliações em cenário específico, pautando situações de <em>convergências, divergências e (con)fusões da memória</em>. Com base em debates pertinentes para a história do tempo presente, a contribuição epistêmica do trabalho é suscitar questões que dão a ver distintos mecanismos para lidar com o passado no presente. Daí surgem notas sobre o valor heurístico que elas podem ter para a pesquisa histórica. &nbsp;</p> Vagner Silva Ramos Filho Copyright (c) 2022 Revista de História Regional https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/20002 Fri, 24 Jun 2022 00:00:00 +0000 "Unileiros" na cidade: https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/19991 <p>Este texto tem por objetivo compreender vivências urbanas de estudantes da Federal da Integração Latino-Americana – UNILA, na cidade de Foz do Iguaçu – PR, tendo como recorte o período de sua criação, 2010 até 2017. Para tanto, utilizaremos como fontes entrevistas orais com jovens discentes da UNILA de diferentes nacionalidades, produzidas entre 2013 e 2017. São mobilizadas entrevistas de dez estudantes – dois brasileiros e oito estrangeiros – analisadas a partir de aportes teóricos e metodológicos da História Oral. As memórias das vivências destes estudantes foram marcadas por transformações em suas relações com a cidade. Narraram um primeiro momento em que teriam sido bem recebidos pela cidade, seguido por um processo, a partir de 2012, de construção e percepção de preconceitos e estereótipos sociais constituídos sobre si naquela urbe. Ao longo do texto analisamos este processo, tentando compreender esse movimento, bem como táticas produzidas pelos estudantes em seus diálogos nos espaços citadinos. Através de nossas análises foi possível perceber memórias estudantis atravessadas e ressignificadas por tensionamentos, preconceitos e táticas experimentados e construídas na cidade.</p> Thiago Reisdorfer Copyright (c) 2022 Revista de História Regional https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/19991 Fri, 24 Jun 2022 00:00:00 +0000 Narrativas e memórias sobre o processo de musealização da imigração da Colônia Holandesa de Arapoti (2005-2021) https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/20065 <p>O Museu do Imigrante Holandês de Arapoti passou por um processo de musealização pelas mãos de mulheres e homens nos últimos 16 anos. Conta com um acervo de fotos, recortes de jornais e objetos que remetem ao tempo da chegada dos imigrantes no ano de 1960, envolvendo desde as dificuldades da viagem até aos desafios sentidos nas décadas de 1970 e de 1980.&nbsp; Busco analisar como o Museu com seu próprio espaço e tempo gera sentidos múltiplos históricos, para além daquilo que expõe e relaciona-se com a comunidade atual, mantendo uma organização além daquela que remete aos primeiros tempos. A partir dessas considerações busquei por meio de narrativas orais de membros da diretoria compreender como percebem a musealização e os sentidos representados nesse processo. Tanto as cinco narrativas orais analisadas, quanto o acervo de fotos em fase de digitalização pelo museu têm suas próprias linguagens e são articulados no contexto da análise histórica. Esta permite entender o espaço do Museu como um local de história local e de história pública, pois envolve a comunidade holandesa como parte da história da região de Arapoti e vive um processo de compartilhamento dessa construção da memória.</p> Lorena Zomer Copyright (c) 2022 Revista de História Regional https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/20065 Fri, 24 Jun 2022 00:00:00 +0000 A memória como ferramenta para uma historiografia regional https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/20056 <p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo objetiva compreender a memória, por meio do uso da técnica da História Oral, como parte fundamental na construção de um processo historiográfico regional. Para isso, foi preciso pormenorizar de forma bastante detalhada o conceito de memória, compreendendo-a como memórias individuais responsáveis por construírem uma memória coletiva, observação essa, resultante de um importante estado da arte que mapeou ampla pesquisa bibliográfica já desenvolvida sobre o tema e de trabalho empírico realizado a partir da utilização de uma série de entrevistas orais efetuadas por mim e outras dispostas em acervos públicos e privados com um grupo de envolvidos na luta contra a ditadura militar brasileira. Além disso, esse trabalho procura demonstrar a necessidade de novas abordagens científicas para o conhecimento e o reconhecimento de ações ocorridas longe dos grandes centros urbanos do país, como o Rio de Janeiro e São Paulo, mas local e regionalmente acerca de momentos históricos, de relevância nacional e no âmbito da História do Tempo Presente, como o caso das violações de direitos humanos levadas a cabo pelos militares no período transcorrido entre os anos de 1964 e 1985, por exemplo. Como pensou Le Goff, existe uma escritura da história e esse trabalho pretende demonstrar que a História Oral permite resgatar esse modo de conceber a historiografia.</span></p> Eliton Felipe de Souza Copyright (c) 2022 Revista de História Regional https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/20056 Fri, 24 Jun 2022 00:00:00 +0000 Educação em tempos de desenvolvimentismo: https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/19995 <p>Este trabalho objetiva analisar as narrativas em torno dos Ginásios Orientados para o Trabalho em Pernambuco, entre 1969 e 1971. A partir do estudo de publicações do Diário Oficial, bem como do periódico Diário de Pernambuco, procuramos problematizar os discursos da classe política local. Os resultados apontam que os agentes locais não aderiram totalmente ao projeto nacional, mas alternaram entre momentos de aderências e distanciamentos no que se refere às estratégias de legitimação da formação para o trabalho nesses Ginásios.</p> Adriano Ricardo Ferreira da Silva, Humberto da Silva Miranda Copyright (c) 2022 Revista de História Regional https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/19995 Fri, 24 Jun 2022 00:00:00 +0000 LEIA INOVAÇÃO: https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/20072 <p>O presente artigo tem como objetivo principal apresentar como o jornal <em>Inovação</em>, periódico mimeografado que emergiu na cidade de Parnaíba-PI em dezembro de 1977 e circulou ininterruptamente nesta mesma cidade até o ano de 1988, a partir da sua escrita, produziu um “jornalismo de prescrição comportamental”, conceito criado por nós para definirmos o que foi a prática escriturística desenvolvida pelos seus elaboradores. Este conceito foi gestado dentro e a partir da perspectiva da História Social da Mídia, a qual toma a imprensa como objeto de estudo e não apenas como fonte historiográfica para a produção do conhecimento historiográfico. Como objetivos específicos, analisamos artigos e matérias constantes das primeiras edições deste periódico, que versavam sobre o comportamento da sociedade parnaibana, notadamente as edições publicadas nos anos de 1977 e 1978. Portanto, ao passo que o <em>Inovação</em> assume aqui a qualidade de objeto de estudo, também nos utilizamos de seus artefatos materiais, para compor o corpus documental, visando entender como os vestígios encontrados sobre esse periódico permitem entender muitos elementos do passado da sociedade parnaibana no referido período histórico. Para a discussão teórica, autores como Certeau (2008) e seu conceito de Economia Escriturística, Mendonça &amp; Fontes (2006) e suas críticas ao “Milagre Econômico”, Botelho (2001) sobre a História Social da Mídia, Fico (2019) e seus estudos acerca da Ditadura Militar, dentre outros, foram fundamentais para nos ajudar a compreender e analisar, à luz de suas teorias, nosso objeto de estudo.</p> Cláudia Cristina da Silva Fontineles, Sérgio Luiz Copyright (c) 2022 Revista de História Regional https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/20072 Fri, 24 Jun 2022 00:00:00 +0000 O “desfavelamento” em Belo Horizonte: https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/20067 <p>O artigo analisa as políticas urbanas para as favelas desenvolvidas na Prefeitura de Belo Horizonte, construindo uma escala de comparação entre a cidade e o debate nacional. O processo de crescimento e urbanização associado a reprodução das desigualdades de classe e raça no tecido urbano colocou em evidência as favelas na esfera pública da cidade e motivou diferentes prefeitos a anunciarem planos e políticas de “desfavelamento”. A partir da análise dos relatórios municipais de governo, de jornais e revistas e testemunhos orais, o artigo investiga a formação das políticas urbanas entre 1940 e 1959, e constrói uma análise da informalidade urbana das favelas em Belo Horizonte.</p> Samuel Silva Oliveira Copyright (c) 2022 Revista de História Regional https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/20067 Fri, 24 Jun 2022 00:00:00 +0000 A representatividade político-partidária negra em Florianópolis: https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/20001 <p>Este artigo tem por objetivo discutir a presença de sujeitos negros na política partidária em Florianópolis, bem como parte dos entraves sociais que impedem que a representatividade seja equilibrada entre brancos e negros nas casas legislativas do Brasil. Há a utilização de fontes orais e documentos oficiais. Os resultados apontam para a relevância de presença de negros no legislativo que trazem em suas plataformas políticas reinvindicações históricas do Movimento Negro como caminho para a luta antirracista e conquista de direitos sociais.</p> Carina Santiago dos Santos Copyright (c) 2022 Revista de História Regional https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/20001 Fri, 24 Jun 2022 00:00:00 +0000 Propostas para o Buen Vivir: https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/19998 <p><span style="font-weight: 400;">A experiência histórica chilena é marcada por relações conflituosas entre os mapuche e o poder estatal. Em diferentes contextos,</span><span style="font-weight: 400;"> a Araucania, região</span><span style="font-weight: 400;"> situada ao sul do Chile, foi alvo de movimentos expansionistas e de projetos modernizadores que pretendiam incorporá-la à órbita do poder público, civilizando os seus habitantes ou extinguindo-os se necessário. Entretanto, os mapuche transformaram a Araucania e a sua própria existência enquanto grupo étnico em parte de uma longa história de luta contra o colonialismo, o racismo, a repressão identitária e a ocupação ilegal dos territórios ancestrais. O artigo objetiva analisar a participação mapuche na Convenção Constitucional, implementada no Chile em 2021, pensando esse órgão político como espaço de resistência indígena e de elaboração de propostas para a construção de um novo país, plurinacional e intercultural. </span></p> <p><span style="font-weight: 400;"> </span></p> Alessandra Gonzalez de Carvalho Seixlack, Lays Corrêa da Silva Copyright (c) 2022 Revista de História Regional https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/19998 Fri, 24 Jun 2022 00:00:00 +0000 Festas e diversões em Oliveira, Minas Gerais, no final do século 19: https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/18317 <p>Este artigo descreve e interpreta a história das diversões em Oliveira, Minas Gerais, no final do século 19. Todavia, ao invés de enfatizar unilateralmente as inovações modernizadoras que estavam em curso naquele momento, tal como fazem outros estudos, a presente interpretação, em sentido ligeiramente diferente, é a de que Oliveira e seus lazeres se desenvolveram neste período em meio a uma estrutura lúdica ambivalente, onde coexistiam práticas inovadoras, entendidas como sofisticadas e de bom gosto, e práticas tradicionais, entendidas como arcaicas e atrasadas, sendo estas últimas negligenciadas por cronistas da imprensa por estarem a margem de um novo imaginário citadino, comprometido com uma moderna escala de valores.&nbsp;</p> Daniel Venâncio de Oliveira Amaral Copyright (c) 2022 Revista de História Regional https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/18317 Fri, 24 Jun 2022 00:00:00 +0000 Uma história regional da ditadura militar brasileira: https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/19982 <p>A ditadura militar brasileira instaurada após o golpe civil-militar de 1964 foi um regime autoritário longevo e complexo, que envolveu diversas escalas de poder, entre elas os poderes federal e regional, ou estadual. A relação entre elas pode ser vista por diversos objetos de pesquisa, sendo neste artigo analisada a atuação da Aliança Renovadora Nacional (Arena) no estado da Paraíba. A Arena foi o partido político criado em 1966 pelo regime para lhe dar sustentação política nas instituições representativas, compondo o sistema bipartidário com o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido que desempenharia uma função de oposição consentida pela ditadura. Diante de uma organização partidárias de dimensões amplas, escolhemos abordar a atuação de João Agripino, político fundador da Arena no estado, que exerceu o cargo de governador entre 1966 e 1971 e a liderança da legenda ao longo de toda sua existência. Por meio da análise da trajetória de Agripino são identificadas suas vinculações com a cultura política brasileira, a qual nos ajuda a compreender seus comportamentos e posicionamentos políticos, que passam do nacional-desenvolvimentismo ao conservadorismo, bem como sua vinculação com o autoritarismo militar, interligando os anseios e interesses da política estadual com as determinações do governo federal.</p> <p> </p> Dmitri da Silva Bichara Sobreira Copyright (c) 2022 Revista de História Regional https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/19982 Fri, 24 Jun 2022 00:00:00 +0000 Extremo Oeste: https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/19908 <p>Existe uma historiografia clássica que compreende o Paraná como uma região do Brasil e o subdivide em três áreas histórico-culturais: Paraná Tradicional, Norte e Sudoeste/Oeste. Discípulo dessa escola, o historiador Ruy Wachowicz delimitou a região Oeste do Paraná para a qual propôs um modelo de interpretação segundo o qual se explica a ocupação dessa região a partir de dois processos históricos. O primeiro foi o sistema de extração da erva-mate nativa, conhecido como <em>obrages</em>, vigente na virada do século XIX para o século XX. O segundo foi a ocupação sistemática do território por meio da ação de companhias colonizadoras organizadas para atrair agricultores do sul do Brasil, descendentes dos imigrantes europeus, principalmente alemães e italianos. Em que pese o fato de que essa explicação da historiografia regional possa ser aplicada à maioria dos espaços que hoje compreendem o oeste do Paraná, argumentamos ela não se aplica ao espaço conformado pelo extremo oeste, e que hoje forma a região internacional da Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. Esse artigo é resultado da análise de fontes documentais e mapas históricos que evidenciam as influências do contexto internacional regional (Parque Nacional do Iguaçu, Comércio de <em>Ciudad del Este</em> e Itaipu Binacional) e do contexto internacional global (imigração do Sudeste da Ásia e do Oriente Médio) na Tríplice Fronteira.</p> Micael Alvino Silva, Marcelino Teixeira Lisboa, Heloisa Marques Gimenez Copyright (c) 2022 Revista de História Regional https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/19908 Fri, 24 Jun 2022 00:00:00 +0000 Imigrantes açorianas e o imaginário da mulher gaúcha https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/19617 <p>A presença das mulheres açorianas no processo de imigração é o tema deste artigo, que compara o modo como cronistas, viajantes e historiadores se referiram às imigrantes que vieram dos Açores para o sul do Brasil no século XVIII. À luz de Maffesoli (2001), Perrot (2007) e Pesavento (1995), o objetivo é descrever como a mulher açoriana foi representada, inspirando a formação do imaginário da mulher gaúcha. A investigação aponta que, ao centrar-se no aspecto épico da saga migratória, o papel da mulher açoriana foi obscurecido ou idealizado, produzindo uma descrição generalista e estereotipada: santas, belas, virtuosas, recatadas, trabalhadoras, de notável fecundidade e digna submissão. Entre os resultados, conclui-se que essa abordagem restritiva, distorcida, patriarcal e machista ocasionou um processo de criação mítica que imobiliza a figura da mulher sul rio-grandense em um modelo imaginário: a mulher gaúcha.</p> Letícia Vieira Braga da Rosa, Claudia Schemes Copyright (c) 2022 Revista de História Regional https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/19617 Fri, 24 Jun 2022 00:00:00 +0000 Diga-me seu nome e te direi de onde és: https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/17670 <p>A micro-história foi um caminho adotado como proposta teórica e metodológica para a constituição de uma história social. O espaço e a escala reduzidos permitem conhecer formas de integração interpessoais cartografadas a partir do cruzamento nominativo da documentação. Nesse sentido, Ginzburg propôs o método onomástico, que utiliza o nome como fio condutor da investigação. Partindo-se da análise quantitativa dos assentos paroquiais de casamento da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Franca entre os anos de 1885 e 1945, aplicar-se-á o estudo dos fluxos imigratórios italianos para a análise do estoque de prenomes como patrimônio imaterial e elemento de identidade étnica. O caso pesquisado revela o grupo social a que pertencem os portadores de determinados prenomes, como uma referência de etnicidade demarcado pela família e a religiosidade.</p> José Victor Maritan Gonçalves Copyright (c) 2022 Revista de História Regional https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/17670 Fri, 24 Jun 2022 00:00:00 +0000 Iniciais https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/20695 <p>Ficha técnica RHR 27(1)</p> Alessandra Izabel de Carvalho, Robson Laverdi Copyright (c) 2022 Revista de História Regional https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/20695 Fri, 24 Jun 2022 00:00:00 +0000