Geografia, corpo e violência contra as mulheres: tramas espaciais de poder e resistência

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DOI:

https://doi.org/10.5212/Rlagg.v.16.i2.0010

Resumo

Este artigo propõe uma leitura crítica das dinâmicas materiais e simbólicas das relações de poder, com base na Geografia e na interseccionalidade. Analisa como o espaço geográfico é produzido por práticas sociais e culturais que reproduzem desigualdades estruturais de gênero, raça, classe e sexualidade. A partir de uma metodologia de análise conceitual bibliográfica, o estudo compreende o espaço como campo de disputas simbólicas e institucionais, onde arranjos urbanos operam como dispositivos de controle, disciplina, mas também de resistência. Destaca-se a subalternização e invisibilização de determinados corpos, especialmente os femininos, e o papel da violência na normatização das espacialidades. O texto critica os paradigmas eurocentrados e objetivistas da tradição geográfica, defendendo epistemologias feministas e saberes situados como alternativas teórico-metodológicas. Conclui-se que pensar a Geografia nas interseções entre corpo, poder e espaço é um gesto político e ético essencial à compreensão das desigualdades e à construção de geografias mais justas, plurais e transformadoras.

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Publicado

2025-12-30

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Artigos / Articles/ Artículos