As contradições entre os espaços permitidos e negados aos LGBTQI+ na cidade de São Paulo

Autori

DOI:

https://doi.org/10.5212/Rlagg.v.12.i1.0003

Abstract

Este artigo visa, por meio dos conceitos de lugar, território e direito à cidade, entender como e onde os indivíduos LGBTQIA+ praticam suas vivências homoeróticas na cidade de São Paulo. O estudo tem como recorte os bairros da República e da Consolação. Parte-se do princípio de que as relações homoeróticas coexistem em lugares e espaços “permitidos”, tanto fisicamente como simbolicamente, considerando, sobretudo, a segurança destes indivíduos em afirmar suas identidades, e consequentemente, suas respectivas sexualidades. Com o aporte da trilogia de Henry Lefebvre (2001) (Espaço Concebido, Percebido e Vivido) e de entrevistas com seis indivíduos do segmento LGBTQIA+, foi possível reconhecer e discutir as contradições socioespaciais na cidade de São Paulo, marcadas pelo acolhimento e segregação dessa população.

Biografie autore

  • Maiara Sanches Leite, Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP)

     Mestre em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade do Vale do Paraíba, com ênfase em estudos relacionados às sexualidades, sobretudo, às vivencias LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros) na cidade de São Paulo;  Graduada em História pela Universidade do Vale do Paraíba.

  • Maria Angélica Toniolo, Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP)

    Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Santa Maria (1989), mestrado em Políticas e Desenvolvimento Internacional pela Duke University (1998) e doutorado em Políticas Públicas pela Indiana University (2004). É professora e pesquisadora da Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP) e cientista colaborador do Center for the Analysis of Social-Ecological Landscapes (CASEL) da Indiana University.

Pubblicato

2021-10-07

Fascicolo

Sezione

Artigos / Articles/ Artículos