Ludicidade inclusiva e Direitos Humanos

o acolhimento como princípio formativo na escola pública

Authors

DOI:

https://doi.org/10.5212/RevTeiasConhecimento.2026.25837

Keywords:

Ludicidade, acolhimento, direitos humanos, inclusão

Abstract

A ludicidade inclusiva, compreendida como prática ética, política e pedagógica, é considerada neste artigo como um eixo central para a efetivação dos direitos humanos na escola pública. Este artigo analisa a relação entre ludicidade, acolhimento e educação inclusiva, articulando-os com documentos orientadores: Declaração de Salamanca, Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH) e Lei Brasileira de Inclusão. A base teórica se articula fundamentalmente com as reflexões da psicologia histórico-cultural de Vygotsky. Ao destacar que a criança com deficiência enfrenta obstáculos produzidos socialmente, e não pela deficiência em si, o estudo evidencia que tais obstáculos podem atuar como forças de reorganização e desenvolvimento compensatório quando mediadas adequadamente. Nessa perspectiva, o brincar acolhedor torna-se espaço de participação, pertencimento e produção de sentidos, permitindo que crianças com e sem deficiência construam experiências compartilhadas e ampliem suas formas de interação. Conclui-se que a ludicidade inclusiva, ao transformar o cotidiano escolar e favorecer práticas mediadas, representa caminho fundamental para a consolidação da cultura dos direitos humanos e para a construção de uma escola democrática, acessível e humanizadora.

Author Biographies

  • Tereza Cristina Costa da Silva, UNEMAT - Universidade do Estado de Mato Grosso

    Mestranda no Mestrado Profissional em Educação Inclusiva da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), com ingresso em 2025. Licenciada em História pela Universidade Federal do Amapá (2006) e em Pedagogia pela Faculdade Albert Einstein (2011), com especialização em Psicopedagogia pela Faculdade de Tecnologia do Amapá (2007). Professora efetiva na Rede Municipal de Educação desde 2012, atuando como pedagoga e docente do Ensino Fundamental, e professora efetiva na Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso desde 2020, exercendo a função de Professora de Apoio Pedagógico Especializado (PAPE). Desenvolve atividades na Educação Básica com ênfase em inclusão escolar, Educação Especial e processos formativos. No âmbito acadêmico, desenvolve pesquisa na área de Educação Inclusiva, investigando práticas educativas de acolhimento na escola pública sob a perspectiva da ludicidade inclusiva e dos direitos humanos, sendo responsável por projeto de pesquisa aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). Seus interesses de pesquisa concentram-se nas relações entre formação docente, inclusão escolar e práticas pedagógicas inclusivas.

  • Marion Cunha, UNEMAT - Universidade do Estado de Mato Grosso

    Possui graduação em Licenciatura em História pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Imaculada Conceição (1994), mestrado em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria (2001) e doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2010). Atualmente é professor livre-docente da Universidade do Estado de Mato Grosso. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, trabalho, ensino profissionalizante, inclusão e educação inclusiva, política e identidade.

Published

2026-04-27

How to Cite

Ludicidade inclusiva e Direitos Humanos: o acolhimento como princípio formativo na escola pública. Revista Teias de Conhecimento, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 103–125, 2026. DOI: 10.5212/RevTeiasConhecimento.2026.25837. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/teias/article/view/25837. Acesso em: 30 apr. 2026.