Do cuidar ao civilizar

A questão da Infância no alvorecer da República

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5935/2177-6644.20260034

Resumo

O presente estudo realiza uma análise histórica e crítica sobre a constituição da educação infantil no Brasil, com enfoque na intersecção entre políticas públicas, práticas médico-higienistas e a tutela estatal da infância pobre entre o final do século XIX e o início do século XX. A pesquisa, de natureza qualitativa e fundamentada em revisão bibliográfica, dialoga com autores como Kuhlmann Junior, Rizzini, Gondra, Priore e Marcílio, entre outros, para compreender como o discurso higienista e as teorias deterministas europeias contribuíram para a medicalização e moralização da infância. Evidencia-se que a assistência à infância “desvalida”, legitimada pela filantropia e pela medicina social, funcionou como instrumento de controle e disciplinamento das classes subalternas, reforçando as hierarquias sociais e a hegemonia das elites urbanas. A análise revela, ainda, que a educação infantil emergiu não apenas como espaço pedagógico e de cuidado, mas como instância de regulação social, ancorada nos ideais de progresso e civilização próprios da modernidade republicana brasileira.

 

Palavras-chave: História da Educação. Infância. Primeira República.

Biografia do Autor

  • Adriano Silva (UFF), Universidade Federal Fluminense

    Doutorando e Mestre em História Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Mestrando em Educação pela Universidade de Lisboa (ULisboa). Licenciado em História e em Pedagogia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Especialista em Psicopedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). MBA em Gestão Escolar pela Universidade de São Paulo (USP).

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Publicado

2026-06-26

Como Citar

Do cuidar ao civilizar: A questão da Infância no alvorecer da República. (2026). TEL Tempo, Espaço E Linguagem, 17(1), 17-36. https://doi.org/10.5935/2177-6644.20260034