Do higienismo à filantropia científica
Mortalidade infantil e a criação do Instituto de Proteção e Assistência à Infância do Ceará (1913)
DOI :
https://doi.org/10.5935/2177-6644.20260008Résumé
Este estudo analisa como o discurso médico-higienista no Brasil (fim do séc. XIX e início do XX) redefiniu a morte infantil e legitimou a intervenção médico-filantrópica no Ceará, culminando na criação do Instituto de Proteção e Assistência à Infância do Ceará (IPAI-CE) em 1913. A partir de teses, relatórios e periódicos, evidencia-se a medicalização da infância, a mortalidade como problema público e a institucionalização da puericultura e da educação sanitária. Apesar de controvérsias médicas, houve convergência na assistência preventiva. O IPAI-CE adaptou o modelo do IPAI-RJ, ampliando serviços e integrando a infância pobre ao projeto republicano.
Palavras-chave: Mortalidade Infantil. Higienismo. Puericultura. Filantropia. IPAI-CE.
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