A docência como performance e a sala de aula como tablado da ação
DOI :
https://doi.org/10.5935/2177-6644.20260037Résumé
O texto analisa a docência no Ensino Fundamental I como prática performativa atravessada por dimensões corporais, afetivas e de gênero. Em perspectiva autobiográfica e crítica, evidencia a sobrecarga que recai sobretudo sobre professoras, responsáveis por tarefas que extrapolam o ensino, como cuidado e mediação emocional. Associadas às desigualdades de gênero e à precarização intensificada por políticas gerenciais e plataformas digitais, essas exigências produzem exaustão física e emocional. Com base em estudos da performance, a sala de aula é compreendida como espaço de comportamentos restaurados, onde gestos, rituais e improvisações constituem o trabalho docente implicado numa construção com o outro.
Palavras-chave: Educar. Performance docente. Sala de aula. Sensibilidade.
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