“Quem acolhe o menor, a mim acolhe”
CNBB, direitos sociais e o menorismo estrutural (Brasil, 1987)
DOI :
https://doi.org/10.5935/2177-6644.20260035Résumé
Este artigo objetiva analisar o discurso da Campanha da Fraternidade “Quem acolhe o menor, a mim acolhe”, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, no ano de 1987. A partir da documentação elaborada pela Campanha e por meio de registros acerca das políticas de assistência, buscar-se-á problematizar as narrativas produzidas pela CNBB sobre os problemas sociais que norteavam o cotidiano das crianças e adolescentes pertencentes às famílias pobres e que viviam em situação de abandono. À luz da História do Tempo Presente, foram analisadas as permanências do discurso menorista na Campanha e como a própria Igreja reproduziu a cultura menorista, ao construir uma imagem de “menor marginalizado” e “menor abandonado”.
Palavras-chave: Campanha da Fraternidade. Menorismo Estrutural. Direitos da Criança e do Adolescente. Igreja Católica.
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