Do espanto à esperança, ou entre Plínio Marcos e Clarice Lispector
A violência policial em duas cenas contemporâneas
DOI:
https://doi.org/10.5935/2177-6644.20260003Resumo
Clarice Lispector e Plínio Marcos fizeram da literatura um modo radical de espantar-se com “a” realidade, criando experiências “com” o real nos anos de 1962 e 1977, respectivamente. Borrando as fronteiras entre História e Literatura, analiso as formas de composição literária dos contos “Mineirinho” e “Inútil Canto e Inútil Pranto pelos Anjos Caídos”, problematizando a literatura como uma forma de partilha do sensível na infindável tarefa da crítica da violência e seus efeitos.
Palavras-chave: Literatura menor. Relações étnico-raciais. Plínio Marcos. Clarice Lispector.
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