“A gente vai aceitar calado?”
O debate atual das políticas de saúde para infâncias e adolescências trans*
DOI:
https://doi.org/10.5935/2177-6644.20260033Resumo
Neste artigo discuto as atuais leis restritivas de acesso à saúde para crianças e adolescentes com experiências trans, enfatizando o contexto brasileiro. A partir de pesquisa etnográfica e estudos historiográficos, analiso: os efeitos que tais mudanças normativas produziram na prática de profissionais de saúde e em adolescentes; como as categorias “irreversível”, “tempo” e “linearidade” atuam na transgeneridade infantojuvenil; e o modo como os saberes médicos aferem gênero a partir de “índices” e “taxas” de “destransição” e “arrependimento”. Por fim, especulo os sentidos múltiplos que “destransição” pode carregar a partir de projetos corporais pautados na imprevisibilidade.
Palavras-chave: Infância e adolescência. Transgeneridade. Destransição. Saúde. Direitos.
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