O adultocentrismo como estrutura de exclusão política
As vozes adolescentes, onde estão?
DOI:
https://doi.org/10.5935/2177-6644.20260014Resumo
Neste artigo, propomo-nos a refletir sobre a participação política das adolescências à luz da atual insurgência da denominada Geração Z em diferentes contextos do Sul Global. A análise fundamenta-se em leituras críticas sobre o adultocentrismo enquanto estrutura social de exclusão e silenciamento de pessoas não adultas, situando essas discussões em um campo de questionamento às formas institucionalizadas de participação. Sustentamos que, a partir dos sentidos políticos emergentes do cotidiano e das gramáticas simbólicas que organizam as intervenções das adolescências nos rumos sociais, torna-se possível a construção de caminhos intergeracionais para a elaboração de conflitos comuns e a reinvenção do espaço público.
Palavras-chave: Adultocentrismo. Participação política. Adolescências. Geração Z.
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