Reconfigurar a topografia da experiência

Elementos do método da igualdade de Jacques Rancière em uma cena montada por Pedro Costa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5935/2177-6644.20230042

Resumo

O objetivo deste texto é reunir alguns elementos principais do método da igualdade em Jacques Rancière, tomando como chave a criação de uma cena feita a partir do diálogo com uma personagem do cineasta Pedro Costa. Ao mostrar o aparecimento político do migrante cabo-verdiano Ventura, Rancière explicita sua preocupação com um método que permite a coexistência anti-hierárquica de temporalidades, espacialidades e corporeidades. O método de Rancière se aproxima daquele de Pedro Costa ao elaborar uma escritura que trabalha, em uma superfície rugosa, combinações inusitadas entre materialidades e paisagens, expondo a divisão e as desigualdades que fraturam o comum. Argumentamos que a montagem de uma cena interfere em nossa experiência de apreensão dos sujeitos e de seus modos de figurar no mundo, pois ela redefine “a topografia do perceptível, do pensável e do possível” (RANCIÈRE, 2020, p.830). 

Palavras-chave: método da igualdade, cena, Jacques Rancière, Pedro Costa, experiência.

Biografia do Autor

  • Angela Cristina Salgueiro Marques (UFMG), Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

    Doutora em Comunicação Social pela UFMG. Pós-Doutora em Ciências da Comunicação pela Université Stendhal, Grenoble III. Professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UFMG.

  • Marco Aurélio Máximo Prado (UFMG), UFMG

    Professor do Departamento de Psicologia Social da UFMG, onde também leciona no PPGPSI. Pesquisador do CNPq.

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Publicado

2023-11-23