Educação Infantil, racismo estrutural e capitalismo
DOI :
https://doi.org/10.5935/2177-6644.20260028Résumé
Por meio do método histórico, o artigo focaliza o financiamento da educação infantil. Propugna relações indissolúveis entre capitalismo dependente, racismo estrutural e a desigualdade educacional das crianças negras. Realça como, ao longo da história, as crianças negras foram discriminadas pelo não reconhecimento de sua plena humanidade e suas relações com as políticas públicas. Ressalta movimentos em prol da educação pública e as conquistas da Constituição Federal de 1988. Reflete sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb) e ressalta obstáculos da austeridade. Conclui que as lutas sociais, entre as quais protagonizadas pelos movimentos negros, interpelaram as bases estruturais do capitalismo dependente e permitiram avanços no enfrentamento das desigualdades raciais e sociais, alterando o escopo da educação básica e estabelecendo diretrizes para o financiamento da educação infantil, entretanto, ainda persistem os desafios para assegurar o caráter público da oferta de educação infantil e a superação das desigualdades sociais e raciais.
Palavras-chave: Educação infantil. Financiamento. Fundeb. Raça. Classe.
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