Infâncias surdas e políticas de educação bilíngue no Brasil
Discursos, experiências e resistências (1990–2020)
DOI :
https://doi.org/10.5935/2177-6644.20260005Résumé
O artigo analisa as políticas públicas, os discursos e as experiências escolares relacionadas às infâncias surdas no Brasil entre 1990 e 2020. A partir dos pressupostos da História da Educação e dos Estudos Surdos, examina-se a construção histórica da educação bilíngue e as tensões entre os modelos oralista, inclusivo e bilíngue. O estudo evidencia que, embora a legislação tenha reconhecido a Libras como língua de instrução e afirmado o direito à diferença, a prática pedagógica ainda permanece ancorada em paradigmas ouvintistas e normalizadores. As infâncias surdas, ao se afirmarem como sujeitos de linguagem e cultura, produzem novas formas de resistência e de significação no espaço escolar. O trabalho conclui que a consolidação da educação bilíngue depende de uma mudança epistemológica que reconheça a diferença como fundamento da aprendizagem e da cidadania.
Palavras-chave: Infâncias surdas. Educação bilíngue. Políticas públicas. Diferença. Cultura surda.
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