“Quem acolhe o menor, a mim acolhe”

CNBB, direitos sociais e o menorismo estrutural (Brasil, 1987)

Auteurs-es

DOI :

https://doi.org/10.5935/2177-6644.20260035

Résumé

Este artigo objetiva analisar o discurso da Campanha da Fraternidade “Quem acolhe o menor, a mim acolhe”, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, no ano de 1987. A partir da documentação elaborada pela Campanha e por meio de registros acerca das políticas de assistência, buscar-se-á problematizar as narrativas produzidas pela CNBB sobre os problemas sociais que norteavam o cotidiano das crianças e adolescentes pertencentes às famílias pobres e que viviam em situação de abandono. À luz da História do Tempo Presente, foram analisadas as permanências do discurso menorista na Campanha e como a própria Igreja reproduziu a cultura menorista, ao construir uma imagem de “menor marginalizado” e “menor abandonado”.


Palavras-chave:
Campanha da Fraternidade. Menorismo Estrutural. Direitos da Criança e do Adolescente. Igreja Católica.

Biographie de l'auteur-e

  • Humberto da Silva Miranda (UFRPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco

    Doutor em História pela Universidade Federal de Pernambuco (2014) e Pós-Doutor pela Universidade Estadual de Santa Catarina - UDESC. Professor do Departamento de Educação da UFRPE. Professor do Programa de Pós-Graduação em História da UFRPE e do Programa Educação, Culturas e Identidades (UFRPE/Fundaj). Atua como Presidente do GT Nacional História da Infância e da Juventude - Anpuh Brasil. Integra a Red de Estudios de Historia de las Infancias en América Latina.

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Publié

2026-06-26

Comment citer

“Quem acolhe o menor, a mim acolhe”: CNBB, direitos sociais e o menorismo estrutural (Brasil, 1987). (2026). TEL Tempo, Espaço E Linguagem, 17(1), 365-379. https://doi.org/10.5935/2177-6644.20260035