Da mineração à hidrelétrica: a face recente das dinâmicas territoriais na Amazônia oriental brasileira

Autores

Palavras-chave:

Dinâmicas Territoriais, Desre-territorialização, Amazônia Oriental, Grandes projetos

Resumo

Desde o período da Ditadura Militar no Brasil, a Amazônia passou a ser o
cenário, via políticas públicas e creditícias, de privilégios dos interesses do capital frente
aos povos tradicionais (ribeirinhos, pescadores, quilombolas e indígenas), ocupantes
seculares, e aos demais sujeitos (sem-terra, assentados nos projetos de reforma agrária,).
Nesse espaço estes são desterritorializados forçadamente na lógica de integração do
capital nacional e internacional, na exploração e produção de commodities. Este artigo
retrata a face recente das últimas duas décadas do processo de territorialização de
atividades de interesse internacional, com o aporte de recursos volumosos de capitais,
no caso a mineração e a produção de energia hidrelétrica. O estudo de caso empregou
entrevistas, pesquisa documental e bibliográfica. Esses empreendimentos, de grande
magnitude e profundas transformações socioterritoriais, tendem a provocar um novo
processo de desterritorialização de centenas de famílias de trabalhadores rurais,
assentados nos projetos de reforma agrária, ribeirinhos, quilombolas e indígenas.

Biografia do Autor

  • Airton dos Reis Pereira, Universidade do Estado do Pará, UEPA, Marabá, PA

    possui graduação em História (2000) e especialização em História da Amazônia (2008), pela Universidade Federal do Pará (UFPA); mestrado em Extensão Rural (2004), pela Universidade Federal de Viçosa (UFV); e doutorado em História (2013), pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Trabalhou como agente de pastoral no Projeto de Desenvolvimento Humano (PDH), da Diocese de Conceição do Araguaia (1994-1998) e na Comissão Pastoral da Terra, do sul e do sudeste do Pará (1999-2001; 2004-2008). Atualmente é professor Adjunto I, do Departamento de Filosofia e Ciências Sociais, da Universidade do Estado do Pará (UEPA), atuando nas disciplinas Metodologia Científica; História da Amazônia; História do Brasil, Comunicação e Extensão Rural. É também professor permanente do Programa de Pós-Graduação Profissional em Educação Escolar Indígena (UEPA, Unifesspa, UFPA, UFPA) e do Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas Territoriais e Sociedade na Amazônia (PDTSA), da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa). Foi Coordenador do Campus VIII/Marabá, da UEPA, no biênio 2014-2015; Membro do Conselho Universitário da UEPA (Representante Docente do CCSE), entre 2015 e 2019; e Coordenador do Laboratório de Engenharia de Produção, da UEPA Campus VIII/Marabá, no biênio jun. 2018- jan.2020. É membro do Núcleo de Acessibilidade, Educação e Saúde (NAES), da UEPA, Campus VIII/Marabá e do Colegiado do Campus VIII/Marabá da UEPA. É líder do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Sociedade, Saúde e Meio Ambiente na Amazônia (UEPA/CNPq) atuando na Linha de Pesquisa em Dinâmicas socioambientais e Educação na Amazônia. Em seus estudos e pesquisas elege especialmente os seguintes temas: Ditadura civil-militar no Brasil: Amazônia; Conflitos agrários: Violência no campo; Migração; Movimentos sociais, Trabalho Escravo Contemporâneo, Cultura e Educação Escolar Indígena.

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Publicado

30-03-2021

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Da mineração à hidrelétrica: a face recente das dinâmicas territoriais na Amazônia oriental brasileira. Terr@ Plural, [S. l.], v. 15, p. 1–23, 2021. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/tp/article/view/17237. Acesso em: 30 abr. 2026.