A (IN)DEFINITUDE E A GENERICIDADE: O PORTUGUÊS BRASILEIRO NA PERSPECTIVA DAS LÍNGUAS SUB-REPRESENTADAS

Autores

  • Roberta Pires de Oliveira Universidade Federal de Santa Catarina image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.5212/xr42w827

Resumo

 O artigo apresenta os resultados de Dayal (no prelo) para o Brasileiro, uma das oito línguas do projeto “A (in)definitude e a genericidade da perspectiva das línguas sub-representadas” (Pires de Oliveira 2022). Os dados são primários e originais. A metodologia é qualitativa. O artigo analisa o sintagma indefinido, o singular e o plural nus. Os resultados mostram que eles não têm a mesma distribuição e nem a mesma interpretação, embora não sejam definidos. Há assim tipos de indefinitude: o singular nu denota a espécie, o plural nu é soma e o indefinido é quantificação. Comparada as demais línguas, o Brasileiro não é a única língua com artigos que aceita singular e plural nus; o Portuñol e o Terena também. O Espanhol Rioplatense não aceita nominais nus. As línguas nuas mostram que a (in)definitude não é um universal morfológico do sintagma nominal e a distinção singular e plural talvez não seja de pluralidade apenas. Coloca, assim, questões sobre a forma.

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Publicado

2026-06-10

Edição

Seção

Dossiê temático