A MÉTAFORA DA ESCRITA COMO RUPTURA COM AS TENDÊNCIAS DO COMPLEXO ESTILÍSTICO PÓS-ROMÂNTICO NA CONCEPÇÃO DE DOM CASMURRO, DE MACHADO DE ASSIS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5212/Uniletras.v.47.25043.2025

Resumo

O artigo “A metáfora da escrita como ruptura com as tendências do complexo estilístico pós-romântico  na concepção de Dom Casmurro, de Machado de Assis”, tem como finalidade mostrar o metaforismo da escrita como leitmotiv no processo de construção do Dom Casmurro, pois Machado de Assis, na  carpintaria do romance, lança mão de instigantes estratégias narrativas para, via ironia humoresque, pôr em questão, no plano da enunciação, a concepção naturalista de mundo na literatura do final do século XIX. Para tanto, o escritor carioca parte da realidade, com vistas a negá-la e criar outra realidade, não para mimetizá-la, mas para discutir o que se entende por realidade. Assim, o que se evidencia no romance é a construção de um texto que se mostra ao leitor como um consciente e autoconsciente exercício de linguagem, já que o objeto de Machado de Assis não é o objeto exterior ao romance; é o fazer literário.

Biografia do Autor

  • José Osmar de Melo, UEMG

    Pós-doutor em Literatura Brasileira pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Mestre e doutor em Literaturas de Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas. Graduado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas e Letras: Língua Portuguesa e suas respectivas literaturas e Língua Francesas e suas respectivas literaturas pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Professor de Literatura Brasileira, Língua Portuguesa e Filosofia da Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG. Pesquisador do Laboratório de Estudos de Literatura e Cultura da Belle Époque – LABELLE, no Instituto de Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. É autor de diversos artigos, livro e capítulos de livros sobre autores da Literatura Brasileira, dentre os quais se destaca Lima Barreto.  

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Publicado

2026-07-03

Edição

Seção

Artigos Tema Livre