Poder paterno e educação em Alexandre de Gusmão e Manoel Bernardes
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Resumo
O artigo analisa o papel e o significado do poder paterno nas propostas educacionais do jesuíta Alexandre de Gusmão e do oratoriano Manoel Bernardes, clérigos portugueses da passagem do século XVII para o século XVIII. Além de investigar o alinhamento dessas propostas com alguns pressupostos da Contrarreforma, o artigo pretende mostrar como elas podem ser interpretadas a partir do conceito de “poder pastoral”, que Michel Foucault formulou nos anos 1970. Do ponto de vista dos clérigos estudados, o pai, como agente educacional no ambiente doméstico patriarcal, deve adotar estratégias disciplinares características do pastorado cristão com a finalidade de contribuir para a salvação da alma de seus filhos. Apresenta-se aqui um estudo relativo à história das concepções educacionais em Portugal, mas também uma reflexão sobre as estratégias de poder nas sociedades católicas durante o período pós-tridentino.
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