A Real Mesa Censória e o Institucional Escolar Português

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Justino Magalhães

Resumo

O artigo analisa a evolução histórica das instituições de censura em Portugal e a sua profunda ligação com o sistema escolar institucionalizado, focando-se na transição do Tribunal do Santo Ofício (Inquisição) para a Real Mesa Censória, criada em 1768 sob a governação pombalina. Enquanto a Inquisição funcionou inicialmente como um tribunal focado na ortodoxia religiosa e no controlo ideológico , a Real Mesa Censória assumiu uma natureza centralizada e estatal que conciliou a censura de livros com o planeamento e a supervisão da rede de ensino pública em Portugal e nos seus domínios ultramarinos.


A Real Mesa Censória desempenhou um papel modernizador e normativo alinhado com o Iluminismo, definindo os critérios para a criação de Escolas de Estudos Menores e Cadeiras Régias de Primeiras Letras baseados em fatores demográficos e socioeconómicos. A análise conclui que o livro escolar e as práticas de leitura (censurada, normalizada e orientada) tornaram-se ferramentas de regulação e pedagogia preventiva, cujos princípios de centralização e controlo estatal estenderam a sua influência e continuaram a manifestar-se ao longo da época Contemporânea.

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Artigos

Biografia do Autor

Justino Magalhães

Professor Catedrático Jubilado do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

Colaborador do Centro de História da Universidade de Lisboa

Referências

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