Práticas de exclusão de plataformas digitais - Qual cidadania possível?

Autores

  • Cayley Guimarães Universidade Federal do Ceará image/svg+xml
    Interesses conflitantes

    Autores não manifestaram conflito de interesses. 

DOI:

https://doi.org/10.5212/

Palavras-chave:

Trabalho digital, Colonialismo de dados, Colonialismo digital

Resumo

As tecnologias digitais de informação e comunicação propiciam múltiplos e benefícios para a humanidade, como otimizações, avanços na medicina, nas  ciências, nas artes, entre outras dimensões. Em seu mais recente modelo de  negócios, o capitalismo vale-se destas tecnologias para criar plataformas de serviços, que são conjuntos de sistemas e práticas que estruturam o trabalho digital nas relações entre o Norte Global e o Sul Global. Plataformas coletam e manipulam de dados, os novos recursos a serem explorados, para ganhos de capital. Este ensaio tem por objetivo geral estudar as práticas colonizadoras de plataformas digitais no que tange aos impactos na cidadania. O estudo baseia-se em pesquisa bibliográfica e documental, articulada à análise de evidências empíricas e experiências situadas no campo do trabalho digital. As plataformas são estruturas que oferecem margens limitadas de agência, sobretudo as que ameaçam seu status quo. O Colonialismo Digital é o principal quadro teórico. As análises determinaram
qualidades relacionais: aquelas que ocorrem durante o uso, conexões, interações e consequências do uso da plataforma. No modelo de plataformas, o trabalho digital é a forma de exploração. Usuários e trabalhadores, pessoas de baixa-renda e já precarizadas, têm seus dados coletados e manipulados para ganhos. As plataformas agem de maneira predatória, não são fonte de trabalho digno nem de renda suficiente. A relação de trabalho vende parceria e age colonizando. As plataformas não oferecem garantias laborais, não são transparentes nem assumem responsabilidades. As praticas colonialistas aprofundam as desigualdades, ampliam a exclusão e privam as pessoas de cidadania. 

Biografia do Autor

  • Cayley Guimarães, Universidade Federal do Ceará

    Doutor em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Mestre em Ciência da Computação pela Virginia Tech. Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professor permanente do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI) na Universidade Federal do Ceará (UFC). E-mail: cayley@iaud.ufc.br.

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Publicado

01-06-2026

Edição

Seção

Governo digital e seguridade social: inovações e desafios para a proteção social

Como Citar

Práticas de exclusão de plataformas digitais - Qual cidadania possível?. Emancipação, Ponta Grossa - PR, Brasil., v. 26, p. 1–17, 2026. DOI: 10.5212/. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/23272. Acesso em: 10 jun. 2026.