Movimento Sanitário Ampliado: Pluralidade de Atores e Construção da Reforma da Saúde no Brasil (1970-1980)
DOI :
https://doi.org/10.5212/Emancipacao.v.25.2523087.036Mots-clés :
Reforma Sanitária Brasileira, Historiografia da saúde, Movimento Sanitário, Cebes e Abrasco, Saúde PúblicaRésumé
O presente estudo propõe-se a examinar a construção do movimento sanitário no contexto da reforma sanitária brasileira nas décadas de 1970 e 1980, questionando a centralidade atribuída às entidades Cebes e Abrasco como protagonistas exclusivas desse processo. A investigação baseou-se na revisão da literatura especializada e na análise de documentos institucionais e históricos,
incluindo publicações acadêmicas, relatórios oficiais, anais de conferências e registros de movimentos sociais. O estudo parte da hipótese de que o movimento sanitário se constituiu como um fenômeno plural e heterogêneo, formado por diversos atores sociais e por diferentes formas de organização, ultrapassando a narrativa dominante centrada na institucionalização. Os resultados indicam
que, além do papel relevante desempenhado por Cebes e Abrasco, outros sujeitos — como movimentos populares, entidades comunitárias, setores sindicais e religiosos — atuaram ativamente na formulação de propostas e na mobilização em favor de um sistema público de saúde. Conclui-se que é necessária a ampliação do conceito de movimento sanitário, incorporando múltiplas vozes e experiências históricas que contribuíram para a constituição do Sistema Único de Saúde (SUS).
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