Tradición en movimiento: el Boi de Matraca de Panaquatira como instrumento de resistencia y educación comunitaria
El Boi de Matraca como Práctica de Educación Comunitaria
DOI:
https://doi.org/10.5212/Palabras clave:
Bumba meu Boi, folkcomunicação, cultura popular, educação comunitária, MaranhãoResumen
Este artículo analiza el Boi de Matraca de Panaquatira, ubicado en São José de Ribamar, Maranhão, como una manifestación de la cultura popular que trasciende el carácter festivo del ciclo junino y se consolida como una práctica de resistencia cultural, folkcomunicación y educación comunitaria. A partir de aportes teóricos de la folkcomunicación, la comunicación popular y la educación comunitaria, el estudio examina cómo el grupo articula tradición, memoria colectiva y acciones educativas continuas en el territorio donde actúa. La investigación aborda la trayectoria histórica del grupo, su organización comunitaria y el desarrollo de proyectos sociales y educativos que fortalecen los vínculos sociales, promueven el sentido de pertenencia y amplían las capacidades individuales y colectivas. Asimismo, se analiza la presencia del Boi de Matraca de Panaquatira en los medios de comunicación de Maranhão, identificando una cobertura predominantemente estacional, concentrada en el período de las fiestas juninas, que tiende a invisibilizar sus dimensiones sociales y educativas a lo largo del año. Se concluye que el Boi de Matraca de Panaquatira constituye una tradición en movimiento, en la cual la cultura popular actúa como instrumento de formación identitaria, educación comunitaria y desarrollo social, reafirmando el Bumba meu Boi como una práctica cultural viva y transformadora en el contexto contemporáneo de Maranhão. Se concluyó que el Boi de Matraca de Panaquatira constituye una experiencia de tradición en movimiento, en la cual la cultura popular actúa como un instrumento de formación identitaria, educación comunitaria y desarrollo social, reafirmando el Bumba meu Boi como una práctica viva y transformadora en el contexto contemporáneo de Maranhão.
Referencias
BELTRÃO, Luiz. Folkcommunicação: um estudo dos agentes e dos meios populares de informação de idéias. Edipucrs, 2001.
BELTRÃO, Luiz. Folkcomunicação: a comunicação dos marginalizados. (No Title), 1980.
BELTRÃO, Luiz. Jornalismo opinativo. Editora Sulina, 1980.
BELTRÃO, Luiz. Folkcomunicação: um estudo dos agentes e dos meios populares de informação de fatos e expressão de ideias. Brasília: Universidade de Brasília, 1967.
BENJAMIN, Roberto. Folkcomunicação no contexto de massa. Editora Universitária/UFPB, 2000.
CARVALHO, Bruna Franco Castelo Branco. As fronteiras entre o popular e o massivo na teoria cultural da folkcomunicação. Ámbitos. Revista Internacional de Comunicación, n. 58, p. 58-71, 2022.
FREIRE, Paulo. Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e terra, v. 1, 1987.
FERREIRA JUNIOR, José; VELOSO, Caroline Lima; MAIA, Viviane Franco. Festejo de São Marçal: mediações culturais e a legitimação do sotaque de matraca pelas mídias. Revista Internacional de Folkcomunicação (RIF), Ponta Grossa, v. 20, n. 45, p. 55–69, jul./dez. 2022.
IPHAN. Complexo Cultural do Bumba meu boi do Maranhão: dossiê do registro como Patrimônio Cultural do Brasil. São Luís: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2011. Disponível em: https://bcr.iphan.gov.br/wp-content/uploads/tainacan-items/65968/66595/Complexo-Cultural-do-Bumba-Meu-Boi-do-Maranhao_de_Dossie-Bumba-meu-Boi_.pdf
MELO, José Marques de. Mídia e cultura popular: história, taxionomia e metodologia da folkcomunicação. São Paulo: Paulus, 2008.
SAHLINS, Marshall. Ilhas de História. Zahar, 1987.
SEN, Amartya. Development as freedom (1999). The globalization and development reader: Perspectives on development and global change, v. 525, 2014.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia

Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
Os autores são responsáveis, em qualquer que seja o formato do texto, pelas opiniões expressas ou indiretas presentes em seus respectivos trabalhos, não endossáveis pelo Conselho Editorial e pelos editores da Revista, bem como pela autenticidade do trabalho. Ao publicar trabalhos na Revista Internacional de Folkcomunicação, os autores cedem automaticamente os direitos autorais à publicação para veiculação das produções acadêmicas, sem ônus para a Revista. Os autores detêm os direitos autorais do texto para o caso de publicações posteriores e concedem à Revista Internacional de Folkcomunicação o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta Revista. Por serem publicados em revista de acesso livre, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em atividades educacionais e não-comerciais, sendo permitida a publicação simultânea em repositórios institucionais.




















