Manifestações de violência(s) no romance Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão
Palavras-chave:
Não verás país nenhum. Violência subjetiva. Violência objetiva. Violência simbólica. Slavoj Žižek.Resumo
O romance Não verás país nenhum (1981), de Ignácio de Loyola Brandão, é impressionantemente atual e trata de um cotidiano cruel discursivamente
incorporado à “normalidade”. O narrador-personagem conta aquilo que poderá vir a ser o nosso país em pleno caos que o próprio ser humano criou com o
passar do tempo: escassez de alimentos e água; proibição de livre circulação da população; opressão; autoritarismo; falsificação da história; o desastre ecológico ameaçando a sobrevivência; a violência direta e indiretamente exercida. Este estudo focou nessas manifestações de violência que se fazem presentes ao longo de todo o romance. As definições de violência utilizadas são aquelas postuladas pelo filósofo e psicanalista esloveno Slavoj Žižek em suas obras Violência: seis reflexões laterais (2014) e Vivendo no fim dos tempos (2012); nelas, ele pontua que a violência se manifesta de três formas: a simbólica, a subjetiva e a objetiva, sendo todas elas presentes na obra literária em questão. Portanto, este estudo verificou como e por quais motivos tais violência(s) se manifestam no romance, que se passa especificamente na cidade de São Paulo.
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