Aspirações de inovação da tecnociência e revoltas da memória narrativa
DOI:
https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.21.26160.057Resumo
Neste ensaio, discutem-se os sentidos da memória e da narratividade para a formação humana, evocando princípios de justiça, pertencimento e reconhecimento em um mundo comum, no qual se entrelaçam as aspirações por inovação e as demandas do vivido. Adota-se uma abordagem filosófico-hermenêutica, ancorada na interpretação do conto O homem que queria eliminar a memória, de Ignácio de Loyola Brandão, como médium reflexivo. O referencial teórico articula contribuições de Walter Benjamin, Reyes Mate, Jeanne Marie Gagnebin, Paul Ricoeur, Maurice Halbwachs e Adauto Novaes, entre outros. Analisa-se como a racionalidade tecnocientífica tensiona as relações entre passado, presente e futuro, produzindo apagamentos da memória e da narratividade. Neste ensaio, propõe-se que as revoltas da memória – funcional, temporal e formativa – representam gestos éticos, epistemológicos e políticos de resistência ao empobrecimento da experiência e à aceleração técnica, reafirmando a narratividade como condição da formação humana e da construção de um futuro comum.
Palavras-chave: Memória. Narratividade. Formação humana.
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