Território e saberes tradicionais: articulações possíveis no espaço escolar indígena
DOI:
https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.7iEspecial.0006Resumen
O artigo aborda as interferências dos processos históricos de desterritorialização e confinamento territorial entre os índios Kaiowá e Guarani, em MS, na produção e ressignificação dos seus conhecimentos/saberes tradicionais, além das possíveis dificuldades no seu eventual trânsito para os espaços escolares. Apoiado em Oliveira Filho (1999), Bhabha (2003), Sousa Santos (2005), Descola (1988), Melià; Grünberg e Grünberg (2008), entre outros, adotou-se como procedimento técnico-metodológico a revisão bibliográfica, privilegiando entrevistas com docentes indígenas. Conclusões iniciais apontam para a relevância do que acontece no território, em especial, as mudanças na organização social, para os processos relativos aos conhecimentos tradicionais indígenas. Instâncias internas reconhecidas como espaços relevantes nesse processo têm sido tensionados e sua importância reduzida. No entanto, persiste a forma indígena de ressignificar e traduzir seus conhecimentos, que perpassa, inclusive, as lutas pela quebra do confinamento historicamente imposto.
Palavras-chave: Território. Saberes tradicionais. Espaços escolares.
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