Aspirações de inovação da tecnociência e revoltas da memória narrativa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.21.26160.057

Resumo

Neste ensaio, discutem-se os sentidos da memória e da narratividade para a formação humana, evocando princípios de justiça, pertencimento e reconhecimento em um mundo comum, no qual se entrelaçam as aspirações por inovação e as demandas do vivido. Adota-se uma abordagem filosófico-hermenêutica, ancorada na interpretação do conto O homem que queria eliminar a memória, de Ignácio de Loyola Brandão, como médium reflexivo. O referencial teórico articula contribuições de Walter Benjamin, Reyes Mate, Jeanne Marie Gagnebin, Paul Ricoeur, Maurice Halbwachs e Adauto Novaes, entre outros. Analisa-se como a racionalidade tecnocientífica tensiona as relações entre passado, presente e futuro, produzindo apagamentos da memória e da narratividade. Neste ensaio, propõe-se que as revoltas da memória – funcional, temporal e formativa – representam gestos éticos, epistemológicos e políticos de resistência ao empobrecimento da experiência e à aceleração técnica, reafirmando a narratividade como condição da formação humana e da construção de um futuro comum.

Palavras-chave: Memória. Narratividade. Formação humana.

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Biografia do Autor

  • Juliana Marques de Farias, Universidade Federal de Pelotas

    Doutoranda em Educação na Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Bolsista da Capes.

  • Maiane Liana Hatschbach Ourique, Universidade Federal de Pelotas

    Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Doutora em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

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Publicado

2026-08-03

Edição

Seção

Dossiê: Estudos narrativos: sujeitos e contextos educativos

Como Citar

Aspirações de inovação da tecnociência e revoltas da memória narrativa. Práxis Educativa, [S. l.], v. 21, p. 1–18, 2026. DOI: 10.5212/PraxEduc.v.21.26160.057. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/praxiseducativa/article/view/26160. Acesso em: 6 ago. 2026.