Entre cuidados, trabalho e educação: o que sobra para as mulheres beneficiárias do Programa Bolsa Família (PBF)

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DOI:

https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.20.25324.089

Resumo

O presente artigo discute as trajetórias de trabalho, escolarização e vida de mulheres beneficiárias/titulares do Programa Bolsa Família (PBF) e como são determinadas pelas condicionalidades da política, configurando-se em uma pater-política. Como método, utilizou-se o materialismo histórico de Marx (2017), movimento dialético, histórico, social e, na sua especificidade, capitalista, expressa nas políticas sociais. A pesquisa de campo foi desenvolvida a partir de ampla pesquisa documental, bem como nos cadastros dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) – 564 fichas – e em entrevistas com 18 mulheres Referência Familiar, resultando em cinco categorias, sendo uma delas a relação entre cuidados, trabalho e educação, e como elas são atingidas e perpassadas por essas três dimensões. Concluiu-se que elas são usadas como meio para a garantia das condicionalidades e do sucesso do programa e são excluídas de outras dimensões da vida, sendo suas práticas desvalorizadas como não trabalho e, por fim, desconsideradas como sujeitos políticos.

Palavras-chave: Mulheres, patriarcado e capital. Trabalho, educação e política social. PBF, pater-política e cuidados.

Biografia do Autor

  • Ana Claudia Marochi, Universidade Estadual do Norte do Paraná

    Professora Adjunta da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP).

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Publicado

2025-09-29

Como Citar

Entre cuidados, trabalho e educação: o que sobra para as mulheres beneficiárias do Programa Bolsa Família (PBF). Práxis Educativa, [S. l.], v. 20, p. 1–18, 2025. DOI: 10.5212/PraxEduc.v.20.25324.089. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/praxiseducativa/article/view/25324. Acesso em: 30 abr. 2026.