Por uma concepção materialista de política educacional: contribuições de Antonio Gramsci

Autores

  • Fabiano Antonio dos Santos Universidade Federal de Mato Grosso do Sul image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.9i2.0007

Resumo

Com este artigo objetivamos explicitar, através do materialismo histórico-dialético, o papel das políticas educacionais como estratégia para a construção da vontade coletiva, conceito desenvolvido por Gramsci (2011), que traduz a organização social dos grupos subalternos na luta pela produção de uma contra-hegemonia. Na primeira seção, argumentamos sobre a necessidade de as pesquisas em política educacional tomarem posicionamentos mais evidentes quanto às concepções epistemológicas adotadas, evitando, assim, um olhar neutro e desvinculado da prática social. Em seguida, apresentamos o debate sobre a ontopositividade e ontonegatividade da política e as possíveis implicações para a melhor compreensão do seu papel. Evidenciamos, ainda, o caminho teórico-prático percorrido por Gramsci ao desenvolver o conceito de vontade coletiva nacional-popular. Finalmente, destacamos as políticas educacionais como estratégias para a produção da hegemonia e da contra-hegemonia.

 

Palavras-chave: Políticas Educacionais. Vontade coletiva. Hegemonia.

Biografia do Autor

  • Fabiano Antonio dos Santos, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
    Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFMS/Cpan

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Publicado

2014-05-23

Edição

Seção

Estudos teóricos e epistemológicos sobre política educacional

Como Citar

Por uma concepção materialista de política educacional: contribuições de Antonio Gramsci. Práxis Educativa, [S. l.], v. 9, n. 2, p. 443–460, 2014. DOI: 10.5212/PraxEduc.v.9i2.0007. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/praxiseducativa/article/view/6047. Acesso em: 12 maio. 2026.