Extremo Oeste:

A historiografia regional, o Oeste e a (Tríplice) Fronteira internacional do Paraná

Autores

  • Micael Alvino Silva Universidade Federal da Integração Latino-Americana image/svg+xml
  • Marcelino Teixeira Lisboa UNILA
  • Heloisa Marques Gimenez UNILA

Resumo

Existe uma historiografia clássica que compreende o Paraná como uma região do Brasil e o subdivide em três áreas histórico-culturais: Paraná Tradicional, Norte e Sudoeste/Oeste. Discípulo dessa escola, o historiador Ruy Wachowicz delimitou a região Oeste do Paraná para a qual propôs um modelo de interpretação segundo o qual se explica a ocupação dessa região a partir de dois processos históricos. O primeiro foi o sistema de extração da erva-mate nativa, conhecido como obrages, vigente na virada do século XIX para o século XX. O segundo foi a ocupação sistemática do território por meio da ação de companhias colonizadoras organizadas para atrair agricultores do sul do Brasil, descendentes dos imigrantes europeus, principalmente alemães e italianos. Em que pese o fato de que essa explicação da historiografia regional possa ser aplicada à maioria dos espaços que hoje compreendem o oeste do Paraná, argumentamos ela não se aplica ao espaço conformado pelo extremo oeste, e que hoje forma a região internacional da Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. Esse artigo é resultado da análise de fontes documentais e mapas históricos que evidenciam as influências do contexto internacional regional (Parque Nacional do Iguaçu, Comércio de Ciudad del Este e Itaipu Binacional) e do contexto internacional global (imigração do Sudeste da Ásia e do Oriente Médio) na Tríplice Fronteira.

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Biografia do Autor

  • Micael Alvino Silva, Universidade Federal da Integração Latino-Americana

    Professor de História das Relações Internacionais na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Pesquisador e coordenador do Grupo de Pesquisa sobre a Tríplice Fronteira (CNPq). Possui experiência de pesquisa com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e da Unila, com estágios de pesquisa no National Archives (Washington, Estados Unidos), no Arquivo Histórico do Itamaraty (Rio de Janeiro) e no Arquivo Público do Paraná (Curitiba). Pesquisa os seguintes temas: História das Relações Internacionais e História da Tríplice Fronteira (Argentina, Brasil e Paraguai).

  • Marcelino Teixeira Lisboa, UNILA

    Possui Licenciatura em Geografia (UTP/2007), Bacharelado em Geoprocessamento (UTP/2008) e Especialização em Geopolítica e Relações Internacionais (UTP/2008). Cursou mestrado (UFPR/2011) e doutorado (UFRGS/2015) em Ciência Política. É professor do curso de graduação em Ciência Política e das pós graduações lato sensu e stricto sensu em Relações Internacionais da UNILA. Atua nas áreas de Teoria Política, Metodologia da Pesquisa e Geociências aplicadas à Ciência Política. Desenvolve pesquisas no Grupo de Pesquisa Tríplice Fronteira (GTF).

  • Heloisa Marques Gimenez, UNILA

    Professora da Universidade Federal da Integração Latino-americana - UNILA, em Foz do Iguaçu-PR, onde atua no Ciclo Comum de Estudos, Eixo de Fundamentos de América Latina (Graduação), no Programa de Pós-Graduação em Integração Contemporânea da América Latina - ICAL (Mestrado) e no Curso de Especialização em Relações Internacionais Contemporâneas. Tutora do Programa de Educação Tutorial Conexões de Saberes, da UNILA, desde 2018. Doutora em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília. Mestra em Integração da América Latina pelo Programa de Pós-graduação em Integração da América Latina da Universidade de São Paulo, PROLAM/USP e Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", UNESP, Campus de Franca. Integrante do Grupo de Pesquisa sobre a Tríplice Fronteira (GTF/UNILA/CNPq).

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Publicado

2022-06-24

Como Citar

Extremo Oeste:: A historiografia regional, o Oeste e a (Tríplice) Fronteira internacional do Paraná. Revista de História Regional, [S. l.], v. 27, n. 1, 2022. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/19908. Acesso em: 30 abr. 2026.