Ludicidade inclusiva e Direitos Humanos
o acolhimento como princípio formativo na escola pública
DOI:
https://doi.org/10.5212/RevTeiasConhecimento.2026.25837Palavras-chave:
Ludicidade, acolhimento, direitos humanos, inclusãoResumo
A ludicidade inclusiva, compreendida como prática ética, política e pedagógica, é considerada neste artigo como um eixo central para a efetivação dos direitos humanos na escola pública. Este artigo analisa a relação entre ludicidade, acolhimento e educação inclusiva, articulando-os com documentos orientadores: Declaração de Salamanca, Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH) e Lei Brasileira de Inclusão. A base teórica se articula fundamentalmente com as reflexões da psicologia histórico-cultural de Vygotsky. Ao destacar que a criança com deficiência enfrenta obstáculos produzidos socialmente, e não pela deficiência em si, o estudo evidencia que tais obstáculos podem atuar como forças de reorganização e desenvolvimento compensatório quando mediadas adequadamente. Nessa perspectiva, o brincar acolhedor torna-se espaço de participação, pertencimento e produção de sentidos, permitindo que crianças com e sem deficiência construam experiências compartilhadas e ampliem suas formas de interação. Conclui-se que a ludicidade inclusiva, ao transformar o cotidiano escolar e favorecer práticas mediadas, representa caminho fundamental para a consolidação da cultura dos direitos humanos e para a construção de uma escola democrática, acessível e humanizadora.
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