O empreendedor por herança e sua atuação no agronegócio gaúcho
DOI:
https://doi.org/10.5212/Admpg.v.15.23039.011Resumo
A teoria schumpeteriana é iniludível quanto à definição do empreendedor como o agente de desenvolvimento econômico. Os indicadores de desenvolvimento econômico brasileiros são fortemente influenciados pelo agronegócio, e o Rio Grande do Sul é um dos maiores produtores e exportadores do setor. Parece existir uma força empreendedora que move o agronegócio gaúcho, gerando riquezas e desenvolvimento. Mas a despeito disso, pouco se sabe sobre as características elementares que definem esses agentes e aqui se abre a lacuna que almejamos preencher, ainda que parcialmente. Nosso objetivo é, justamente, traçar um perfil do agro-empreendedor gaúcho a partir de uma amostra dos agentes do setor. A fundamentação teórica que dá sustentação ao trabalho, parte do conceito de empreendedor e envolve o estudo das capacidades de inovação, a distinção entre empreendedores de tipo insider e outsider e o levantamento de pesquisas sobre características empreendedoras. Quanto ao método, analisamos 62 entrevistas – tratadas por segmentação e interpretadas por análise temática. Após a estatística descritiva básica, dois perfis emergiram: os empreendedores insiders e os outsiders. Dentre os insiders estão aqueles que denominamos “empreendedores por herança”: herdeiros que dão sequência a um negócio já estabelecido. Identificamos que 75% do total desses agentes são homens, e a categoria de empreendedor por herança representa 55% da amostra. Concluímos que os casos de sucesso nesse segmento se dão muito em função de um processo sucessório no qual a herança “de pai para filho” é o que predomina. Os achados servem ao questionamento de certos mitos do empreendedorismo, com a revelação do empreendedor por herança como categoria frequente na amostra analisada.
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