Canção popular e patriarcado
As letras de samba e a naturalização da violência de gênero
DOI:
https://doi.org/10.5212/Palabras clave:
canção popular, gênero, masculinidade, sambaResumen
El objetivo de este artículo es analizar de qué manera las letras de canciones de la Música Popular Brasileña (MPB), en especial los sambas de la primera mitad del siglo XX, reforzaron modelos tradicionales de masculinidad y se constituyeron en emisarios de discursos normalizadores de las múltiples formas de violencia contra las mujeres, ya sea violencia sexual, física, patrimonial, económica, psicológica o simbólica. El texto presenta un panorama periodístico, pero sustentado en referencias teóricas que fundamentan la contextualización aquí propuesta. Estas referencias dialogan directamente con la teoría de la Folkcomunicación, formulada por el profesor Luiz Beltrão de Andrade Lima. Dicha teoría se dedica al estudio del “conjunto de procedimientos de intercambio de informaciones, ideas, opiniones y actitudes de los públicos marginados urbanos y rurales, a través de agentes y medios directa o indirectamente ligados al folclore”. En el contexto de la música popular brasileña —en particular el samba de la primera mitad del siglo XX, que conquistó los medios de comunicación de masas—, las letras actúan como un poderoso agente folkcomunicacional. Estas canciones transmiten, en lenguajes y canales familiares para el público, valores, creencias y prácticas sociales de los sectores populares, como el modelo represivo de masculinidad y la normalización de la violencia de género.
Referencias
ALVES, Bruno Franco; GUIMARÃES, Marina Oliveira. A inserção da mulher no mercado de trabalho brasileiro: direitos, desigualdades e perspectiva. Revista Augustus, Rio de Janeiro, v. 14, 2009.
BELTRÃO, Luiz. Folkcomunicação: a comunicação dos marginalizados. São Paulo: Cortez, 1980.
BELTRÃO, Luiz. Folkcomunicação: um estudo dos agentes e dos meios populares de informação de fatos e expressão de idéias. POA/RS: Edipucrs, 2001.
BOLTANSKI, L. As classes sociais e o corpo (3a ed.). Rio de Janeiro: Graal, 1984.
CAMPOS, Jaime. El concepto de marginalidad social en América Latina. Revista Integración, v. 8, p. 75-95, 1971.
COSTA, Joaze. Decolonialidade e interseccionalidade emancipadora: a organização política das trabalhadoras domésticas no Brasil. Sociedade e Estado, v. 30, p. 147-163, 2015.
COLPO, Caroline Delevati et al. Organizações e Afetividades. In: INTERCOM, 39ª. 2016, Novo Hamburgo. Anais [...] . São Paulo: Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2016. p. 1-13.
COLPO, Caroline Delevati; SOUZA, Jayane Evellen de Fátima Cruz de. O corpo gordo nas organizações: as afecções do corpo enquanto elemento simbólico, cultural ou imaginário. In: INTERCOM, 45., 2022, João Pessoa. Anais [...] . João Pessoa: Intercom, 2022. p. 1-15.
DEJOURS, Christophe. Subjetividade, trabalho e ação. Production, v. 14, p. 27-34, 2004.
FENAERT. Brasil é o maior consumidor de TV aberta da América Latina. 2023. Disponível em: https://www.fenaert.org.br/1328-brasil-e-o-maiorconsumidor-de-tv-aberta-daamericalatina.html#:~:text=De%20acordo%20com%20estudo%20realizado,part e%20do%20Inside%20Video%202023. Acesso em: 10 ago. 2023.
FREITAS, Maria do Carmo Soares. Mulher light: corpo, dieta e repressão. Imagens da mulher na cultura contemporânea. Salvador: Núcleo de Estudos Interdisciplinares Sobre a Mulher-NEIM: FFCH/UFPA, 2002.
FOUCAULT, Michel. Dream, imagination and existence. In: BINSWANGER, Ludwig. Dream and existence. Edited by Keith Hoeller. Translated by Forrest Williams and Jacob Needleman. Atlantic Highlands, NJ: Humanities Press International, 1993. p. 29–78.
FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. Rio de Janeiro: Graal, 1979.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução de Lígia M. Pondé Vassallo. Petrópolis: Vozes, 1987.
GRIECO, Sara F. Matthews. O corpo, aparência e sexualidade. História das mulheres no ocidente, v. 3, p. 71-120, 1991.
JIMENEZ, Maria Luisa Jimenez. Lute como uma gorda: gordofobia, resistências e ativismos. 2021. 237 f. Tese (Doutorado) - Curso de Filosofia, Universidade Federal do Mato Grosso, Cuiabá, 2021.
MENDES, Patrícia Monteiro Cruz. Saúde imaginária: a reprogramação do corpo no reality show. 2016. 250 f. Tese (Doutorado) - Curso de Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Departamento de Comunicação Social, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2016.
NUN, José. Superpoblación relativa, ejército industrial de reserva y masa marginal. Santiago: Centro Latinoamericano de Demografía (CELADE), 1971. (Serie D, n. 66).
PIRES, José Calixto de Souza; MACÊDO, Kátia Barbosa. Cultura organizacional em organizações públicas no Brasil. Revista de administração pública, v. 40, p. 81-104, 2006.
POULAIN, Jean-Pierre. Sociologia da obesidade. Tradução de Rossana Pacheco da Costa Proença. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2014.
RANGEL, Natália Fonseca de Abreu. O ativismo gordo em campo: política, identidade e construção de significados. 2018. Dissertação (Mestrado em Sociologia Política) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política, Florianópolis, 2018.
SANTANA, Flávio. A folkcomunicação como estratégia de resistência dos grupos marginalizados: um estudo de caso de uma comunidade de catadores de caranguejo em Aracaju. Revista Internacional de Folkcomunicação, v. 18, n. 41, p. 135-151, 2020.
SCHMIDT, Cristina. Folkcomunicação: estado do conhecimento sobre a disciplina. Bibliocom, São Paulo, ano 1, n. 1, nov./dez. 2008. Disponível em: https://revistas.intercom.org.br/index.php/bibliocom/article/download/1488/1466. Acesso em: 15 mar. 2025.
SILVA, Gislene. Imaginário coletivo: estudos do sensível na teoria do jornalismo. Revista FAMECOS: mídia, cultura e tecnologia, v. 17, n. 3, p. 244- 252, 2010.
TRIGUEIRO, Osvaldo Meira. A Folkcomunicação e as múltiplas (inter) mediações culturais da audiência da televisão. Biblioteca Online de Ciências da Comunicação. ISSN, p. 1646-3137, 2006.
VASCONCELOS, Naumi A.; SUDO, Iana; SUDO, Nara. Um peso na alma: o corpo gordo e a mídia. Revista mal-estar e subjetividade, v. 4, n. 1, p. 65-93, 2004.
VIGARELLO, Georges. A história e os modelos do corpo. Pró-posições, v. 14, n. 2, p. 21-29, 2003.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia

Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
Os autores são responsáveis, em qualquer que seja o formato do texto, pelas opiniões expressas ou indiretas presentes em seus respectivos trabalhos, não endossáveis pelo Conselho Editorial e pelos editores da Revista, bem como pela autenticidade do trabalho. Ao publicar trabalhos na Revista Internacional de Folkcomunicação, os autores cedem automaticamente os direitos autorais à publicação para veiculação das produções acadêmicas, sem ônus para a Revista. Os autores detêm os direitos autorais do texto para o caso de publicações posteriores e concedem à Revista Internacional de Folkcomunicação o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta Revista. Por serem publicados em revista de acesso livre, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em atividades educacionais e não-comerciais, sendo permitida a publicação simultânea em repositórios institucionais.




















