Folkcomunicação e Carreira em TICs
a Deep Tech UeUP Como Mecanismo de Inclusão de Jovens Periféricas do Grande Recife no Mercado de Trabalho.
DOI:
https://doi.org/10.5212/Palavras-chave:
folkcomunicação, inteligência artificial, linguagens de programação, inclusão tecnológica e deep tech UeUpResumo
O presente artigo analisa a interseção entre folkcomunicação, letramento digital e formação tecnológica, com foco na inclusão de jovens periféricas do Grande Recife em ecossistemas de inovação. A pesquisa parte da compreensão de que as práticas comunicacionais populares, historicamente estudadas por Luiz Beltrão, podem funcionar como dispositivos mediadores na aprendizagem tecnológica e na inserção de mulheres em carreiras de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Para tanto, examina-se o caso da deep tech UeUp, criada em 2025 por Arnott Caiado, Filipe Carvalho, Pedro Paulo Procópio de Oliveira Santos e Samantha Pimentel, aprovada no edital Catalisa ICT/Sebrae Nacional. A metodologia incluiu revisão bibliográfica e grupo focal com cinco estudantes do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Faculdade Senac-PE, oriundas de escolas públicas e participantes do programa Embarque Digital. O estudo demonstra que as trilhas de conhecimento personalizadas da UeUp — denominadas buscam traduzir linguagens tecnológicas para contextos culturais periféricos, fortalecendo o letramento digital e a autonomia criativa. Conclui-se que a articulação entre folkcomunicação e inteligência artificial inaugura uma nova “prensa de Gutemberg”, capaz de reconfigurar o acesso ao saber e ao trabalho em escala global com um olhar atento à inclusão folkgital.
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