Canção popular e patriarcado

As letras de samba e a naturalização da violência de gênero

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5212/

Palavras-chave:

canção popular, gênero, masculinidade, samba

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar de que maneira letras de canções da Música Popular Brasileira (MPB) – notadamente de sambas da primeira metade do século XX – reforçaram modelos tradicionais de masculinidade e se constituíram em emissários de discursos normalizadores das múltiplas formas de violência contra as mulheres, seja a violência sexual, física, patrimonial, econômica, psicológica ou simbólica. O texto traz um apanhado jornalístico, mas com referências de teóricos que fundamentam a contextualização aqui proposta. Tais referências dialogam diretamente com a teoria da Folkcomunicação, formulada pelo professor Luiz Beltrão de Andrade Lima. Esta teoria se dedica ao estudo do 'conjunto de procedimentos de intercâmbio de informações, ideias, opiniões e atitudes dos públicos marginalizados urbanos e rurais, através de agentes e meios direta ou indiretamente ligados ao folclore’. No contexto da música popular brasileira – em especial o samba da primeira metade do século XX, que conquistou os Mass media – as letras atuam como um poderoso agente folkcomunicacional. Tais canções veiculam, em linguagens e canais familiares à audiência, valores, crenças e práticas sociais das camadas populares, como o modelo de masculinidade repressor e a normalização da violência de gênero.

Biografia do Autor

  • FÁBIO SENA SANTOS, UFBA

    Mestre em Museolgia/Patrimônio e Comunicação pela Universidade Federal da Bahia, especialista em Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/UESB, graduado em História pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/UESB, graduando em Jornalismo pela UESB, foi coordenador do Arquivo Público Municipal de Vitória da Conquista, atual Diretor de Comunicação da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista.

  • José Cláudio Alves de Oliveira, Universidade Federal da Bahia

    Doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Brasil (2004). Doutor em Memória: Linguagem e Sociedade na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Brasil (2023). Pós-doutorado em Comunicação e Tecnologias, pela UMinho, Portugal (FAPESB BOL2757/2012, CAPES BEX18009/12-3) (2012). Pós-doutorado PNPD/CAPES em Ciência da Informação na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) (88882.317832/2013-01) (2019). Professor Associado IV do Departamento de Museologia da UFBA. Professor permanente dos Programas de pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI) e Museologia da UFBA (PPGMUSEU). Pesquisador do CNPq. Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Museologia da UFBA (PPGMUSEU). Coordenador do Núcleo de Pesquisa dos Ex-votos. Participou como membro da Comissão de Área Interdisciplinar da Capes.

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Publicado

2026-07-03

Como Citar

Canção popular e patriarcado: As letras de samba e a naturalização da violência de gênero. Revista Internacional de Folkcomunicação, [S. l.], v. 24, n. 52, 2026. DOI: 10.5212/. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/25702. Acesso em: 8 jul. 2026.